URGENTE: Cozinha de escola municipal de Ponta Grossa é interditada após fiscalização encontrar infestação de baratas
Ponta Grossa

URGENTE: Cozinha de escola municipal de Ponta Grossa é interditada após fiscalização encontrar infestação de baratas

29/10/2026 | 11:08 Por Redacao

Vigilância Sanitária determinou a interdição da cozinha da Escola Municipal Amadeu Puppi após denúncias de problemas de higiene. Espaço é administrado por empresa terceirizada, e CPI investiga possíveis irregularidades.

A Vigilância Sanitária de Ponta Grossa interditou, na manhã desta quinta-feira (29), a cozinha da Escola Municipal Prefeito Doutor Amadeu Puppi, localizada no Parque Nossa Senhora das Graças, na região da Boa Vista.

A medida foi tomada após uma fiscalização da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Terceirizações, da Câmara Municipal, que identificou problemas nas condições de higiene do estabelecimento.

Durante a inspeção, os agentes sanitários constataram uma infestação de baratas na cozinha, cuja administração é realizada integralmente por uma empresa terceirizada.

O espaço permanecerá interditado até que sejam realizadas as adequações necessárias e uma nova avaliação autorize seu funcionamento.

Vereadora divulgou imagens de baratas na escola

Na quarta-feira (28), a presidente da CPI das Terceirizações, vereadora Enfermeira Marisleidy Rama (Democrata), publicou vídeos nas redes sociais mostrando a presença de baratas nas instalações da unidade escolar.

As imagens e os problemas identificados durante a fiscalização motivaram a atuação da Vigilância Sanitária.

Após a inspeção, foi determinado o isolamento da cozinha para a realização de limpeza e dedetização.

Os trabalhos estão previstos para ocorrer entre esta quinta-feira (29) e segunda-feira (2 de novembro).

Uma nova vistoria está programada para terça-feira (3), quando os fiscais deverão avaliar se o ambiente apresenta condições sanitárias para voltar a funcionar.

Mãe de aluno relata sujeira e alimentos estragados

A situação também gerou preocupação entre familiares dos estudantes.

Maria Andrade, mãe de um aluno da escola, relatou ter encontrado sujeira nas paredes, panelas, chão e atrás dos freezers durante a fiscalização realizada na quarta-feira.

Ela também denunciou a presença de alimentos estragados e produtos armazenados de forma inadequada.

“Tinha um balde com queijos jogados, estava aberto esse balde”, afirmou.

Segundo Maria, a direção da escola e uma nutricionista já teriam solicitado melhorias nas condições de higiene, mas as orientações não estariam sendo cumpridas pelos responsáveis pelo serviço terceirizado.

Preocupada com a segurança alimentar, a mãe decidiu não levar os filhos à escola nesta quinta-feira.

“Hoje eu não trouxe porque a gente fica com receio, não só eu, como outros pais”, declarou.

Ela também mencionou relatos de crianças com dores de barriga. Entretanto, não existe confirmação de que esses sintomas tenham relação com a alimentação fornecida na escola.

Aulas continuam e almoço foi liberado

Apesar da interdição da cozinha, as aulas na Escola Municipal Amadeu Puppi continuam normalmente.

A Vigilância Sanitária avaliou as refeições que já estavam preparadas e constatou que apresentavam condições adequadas para consumo, autorizando a distribuição do almoço aos estudantes.

Para o período da tarde, a orientação é fornecer apenas alimentos que não precisem ser preparados ou manipulados dentro da cozinha interditada.

Entre as alternativas estão iogurtes e bolinhos em embalagens individuais.

A restrição permanece até que a limpeza e a dedetização sejam concluídas e o local receba autorização sanitária para retomar suas atividades.

CPI das Terceirizações investiga contratos nas escolas municipais

A interdição acontece em meio aos trabalhos da CPI das Terceirizações, instalada na Câmara Municipal de Ponta Grossa.

Presidida pela vereadora Enfermeira Marisleidy Rama, a comissão investiga possíveis irregularidades nos contratos de alimentação, limpeza e conservação das escolas municipais.

A investigação busca esclarecer a qualidade dos serviços prestados pelas empresas contratadas, as condições de execução dos contratos e os mecanismos de fiscalização utilizados pelo município.

Com a cozinha interditada, a expectativa é que a vistoria prevista para terça-feira (3 de novembro) determine se o espaço poderá voltar a preparar as refeições dos estudantes.

Até lá, a unidade escolar continuará funcionando com as restrições estabelecidas pela Vigilância Sanitária.

Foto Reprodução