Débora Oliveira, de 26 anos, estava desaparecida desde sexta-feira (23). Corpo foi localizado cinco dias depois, em São José dos Pinhais, e a Polícia Civil apura se a morte foi acidental ou criminosa.
O corpo de Débora Oliveira, de 26 anos, grávida de quatro meses, foi encontrado na noite de quarta-feira (28), dentro de uma fossa no bairro Del Rey, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
A jovem estava desaparecida desde a madrugada de sexta-feira (23), quando foi vista pela última vez, segundo informações repassadas por familiares.
A descoberta ocorreu após vizinhos encontrarem o corpo no terreno de uma residência e acionarem a Polícia Militar do Paraná (PMPR).
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica, enquanto a Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou os procedimentos para esclarecer as circunstâncias da morte.
Até o momento, não há confirmação de homicídio. A investigação considera diferentes hipóteses, incluindo a possibilidade de uma queda acidental na estrutura.
Mãe confirma morte e lamenta perda da filha
Após a localização do corpo, a mãe de Débora confirmou publicamente que se tratava da filha.
Em uma manifestação nas redes sociais, ela lamentou a morte da jovem.
“Infelizmente, é minha filhinha. Fizeram essa maldade com a minha menina”, declarou.
A confirmação feita pela família ocorreu após os primeiros levantamentos periciais, que identificaram características físicas semelhantes às da jovem desaparecida.
Durante a análise inicial, um perito criminal identificado como Jerry observou uma tatuagem na região do colo, próxima ao ombro direito, compatível com a de Débora.
O estado do corpo também foi considerado compatível com o período de desaparecimento.
Polícia investiga como jovem foi parar dentro da fossa
Uma das principais questões investigadas é como Débora chegou ao interior da estrutura onde foi encontrada.
Segundo o perito criminal, havia uma madeira deteriorada sobre a abertura da fossa, que estava quebrada.
Essa condição levantou a hipótese de que a jovem pudesse ter passado pelo local e caído acidentalmente.
Entretanto, a possibilidade de o corpo ter sido colocado na fossa por outra pessoa não foi completamente descartada.
“Essa análise preliminar, que a gente está vendo aqui, mostra que é menos provável essa possibilidade, mas ela não é totalmente descartada”, explicou o perito.
As conclusões definitivas dependerão de exames complementares e do avanço da investigação.
Perícia não identificou sinais aparentes de violência
Durante os primeiros levantamentos, os peritos não observaram sinais evidentes de luta ou violência no corpo.
No entanto, o estado de decomposição dificultou a identificação de possíveis lesões.
“O corpo está um pouco degradado. Está um pouco putrefato, e isso dificulta a identificação dessas lesões”, afirmou o perito.
Por esse motivo, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde deverá passar por exames mais detalhados.
A causa da morte ainda não foi estabelecida.
O delegado Ronaldo Borges informou que será instaurado um inquérito policial para investigar o caso, incluindo a possibilidade de homicídio.
Relembre os últimos momentos antes do desaparecimento
Segundo relatos da família, Débora havia saído com o pai para buscar um sofá na região do bairro Del Rey, em São José dos Pinhais.
Posteriormente, ela teria saído com uma amiga, que afirmou tê-la deixado em casa por volta das 3h30 da madrugada de sexta-feira (23).
Depois desse horário, os familiares não conseguiram mais contato com a jovem.
Ao procurarem por Débora, encontraram o carro estacionado na garagem da residência.
A chave do veículo e o carregador do celular também estavam dentro do imóvel.
O telefone da jovem não recebia mensagens, mas os familiares não sabiam se o aparelho estava desligado ou sem bateria.
Diante da falta de notícias, parentes passaram a divulgar fotografias nas redes sociais, buscando informações sobre seu paradeiro.
Corpo foi localizado cinco dias após o desaparecimento
As buscas terminaram na quarta-feira (28), quando vizinhos encontraram um corpo dentro de uma fossa no bairro Del Rey.
A localização mobilizou equipes policiais e peritos, que realizaram os primeiros levantamentos no local.
A morte da jovem, que estava no quarto mês de gestação, provocou comoção entre familiares e pessoas que acompanhavam o desaparecimento.
Agora, a Polícia Civil trabalha para reconstruir os últimos passos de Débora e determinar o que aconteceu antes de seu corpo ser encontrado.
A investigação permanece aberta, e somente os resultados periciais poderão ajudar a esclarecer a causa da morte e a eventual participação de terceiros.





