Jovem grávida de quatro meses é encontrada morta dentro de fossa na Grande Curitiba; polícia investiga
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Jovem grávida de quatro meses é encontrada morta dentro de fossa na Grande Curitiba; polícia investiga

29/10/2026 | 12:52 Por Redacao

Débora Oliveira, de 26 anos, estava desaparecida desde sexta-feira (23). Corpo foi localizado cinco dias depois, em São José dos Pinhais, e a Polícia Civil apura se a morte foi acidental ou criminosa.

O corpo de Débora Oliveira, de 26 anos, grávida de quatro meses, foi encontrado na noite de quarta-feira (28), dentro de uma fossa no bairro Del Rey, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

A jovem estava desaparecida desde a madrugada de sexta-feira (23), quando foi vista pela última vez, segundo informações repassadas por familiares.

A descoberta ocorreu após vizinhos encontrarem o corpo no terreno de uma residência e acionarem a Polícia Militar do Paraná (PMPR).

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica, enquanto a Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou os procedimentos para esclarecer as circunstâncias da morte.

Até o momento, não há confirmação de homicídio. A investigação considera diferentes hipóteses, incluindo a possibilidade de uma queda acidental na estrutura.

Mãe confirma morte e lamenta perda da filha

Após a localização do corpo, a mãe de Débora confirmou publicamente que se tratava da filha.

Em uma manifestação nas redes sociais, ela lamentou a morte da jovem.

“Infelizmente, é minha filhinha. Fizeram essa maldade com a minha menina”, declarou.

A confirmação feita pela família ocorreu após os primeiros levantamentos periciais, que identificaram características físicas semelhantes às da jovem desaparecida.

Durante a análise inicial, um perito criminal identificado como Jerry observou uma tatuagem na região do colo, próxima ao ombro direito, compatível com a de Débora.

O estado do corpo também foi considerado compatível com o período de desaparecimento.

Polícia investiga como jovem foi parar dentro da fossa

Uma das principais questões investigadas é como Débora chegou ao interior da estrutura onde foi encontrada.

Segundo o perito criminal, havia uma madeira deteriorada sobre a abertura da fossa, que estava quebrada.

Essa condição levantou a hipótese de que a jovem pudesse ter passado pelo local e caído acidentalmente.

Entretanto, a possibilidade de o corpo ter sido colocado na fossa por outra pessoa não foi completamente descartada.

“Essa análise preliminar, que a gente está vendo aqui, mostra que é menos provável essa possibilidade, mas ela não é totalmente descartada”, explicou o perito.

As conclusões definitivas dependerão de exames complementares e do avanço da investigação.

Perícia não identificou sinais aparentes de violência

Durante os primeiros levantamentos, os peritos não observaram sinais evidentes de luta ou violência no corpo.

No entanto, o estado de decomposição dificultou a identificação de possíveis lesões.

“O corpo está um pouco degradado. Está um pouco putrefato, e isso dificulta a identificação dessas lesões”, afirmou o perito.

Por esse motivo, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde deverá passar por exames mais detalhados.

A causa da morte ainda não foi estabelecida.

O delegado Ronaldo Borges informou que será instaurado um inquérito policial para investigar o caso, incluindo a possibilidade de homicídio.

Relembre os últimos momentos antes do desaparecimento

Segundo relatos da família, Débora havia saído com o pai para buscar um sofá na região do bairro Del Rey, em São José dos Pinhais.

Posteriormente, ela teria saído com uma amiga, que afirmou tê-la deixado em casa por volta das 3h30 da madrugada de sexta-feira (23).

Depois desse horário, os familiares não conseguiram mais contato com a jovem.

Ao procurarem por Débora, encontraram o carro estacionado na garagem da residência.

A chave do veículo e o carregador do celular também estavam dentro do imóvel.

O telefone da jovem não recebia mensagens, mas os familiares não sabiam se o aparelho estava desligado ou sem bateria.

Diante da falta de notícias, parentes passaram a divulgar fotografias nas redes sociais, buscando informações sobre seu paradeiro.

Corpo foi localizado cinco dias após o desaparecimento

As buscas terminaram na quarta-feira (28), quando vizinhos encontraram um corpo dentro de uma fossa no bairro Del Rey.

A localização mobilizou equipes policiais e peritos, que realizaram os primeiros levantamentos no local.

A morte da jovem, que estava no quarto mês de gestação, provocou comoção entre familiares e pessoas que acompanhavam o desaparecimento.

Agora, a Polícia Civil trabalha para reconstruir os últimos passos de Débora e determinar o que aconteceu antes de seu corpo ser encontrado.

A investigação permanece aberta, e somente os resultados periciais poderão ajudar a esclarecer a causa da morte e a eventual participação de terceiros.