A produção de trigo do Paraná deve registrar uma queda de 34% em 2026, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
A previsão atual é de aproximadamente 1,9 milhão de toneladas, abaixo das 2,88 milhões de toneladas colhidas em 2025. O resultado reflete os prejuízos causados pelo excesso de chuvas durante a colheita, especialmente nas lavouras de ciclo mais tardio.
O levantamento também revisou para baixo a produtividade média esperada. A projeção, que inicialmente era de 54 sacas por hectare, passou para 44 sacas por hectare, uma redução próxima de 18%.
Além da perda de rendimento, a área destinada ao cultivo do trigo ficou 12% abaixo da estimativa inicial considerada pelo departamento.
Os impactos não se limitam à quantidade produzida. Conforme o Deral, a umidade excessiva também prejudicou a qualidade dos grãos, criando dificuldades para a indústria que utiliza o cereal como matéria-prima.
Até a divulgação do levantamento, 88% da área estimada de trigo no estado já havia sido colhida. Mesmo com o avanço dos trabalhos no campo, as perdas acumuladas durante o período chuvoso contribuíram para a redução da previsão final.
O cenário preocupa produtores e integrantes da cadeia agroindustrial, uma vez que a menor disponibilidade de trigo pode exigir ajustes na compra de matéria-prima e no abastecimento da indústria.
O impacto sobre os preços ao consumidor, entretanto, não é automático: depende de fatores como estoques disponíveis, importações, custos de produção, câmbio e condições do mercado nacional e internacional.
O levantamento do Deral também aponta perdas no conjunto das culturas de inverno. A estimativa para aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale soma 2,84 milhões de toneladas, queda de 28% em relação a 2025.





