Flávio Bolsonaro: jornal argentino revela suposto plano com seis carros e três jatos para deixar o Brasil
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Flávio Bolsonaro: jornal argentino revela suposto plano com seis carros e três jatos para deixar o Brasil

31/10/2026 | 18:00 Por Redação MZ

Reportagem aponta possível participação de representantes dos Estados Unidos e de assessor de Javier Milei na viagem do senador à Argentina. Governo norte-americano nega envolvimento na operação.

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, após a eleição presidencial de 2026, ganhou novos desdobramentos neste sábado (31 de outubro). Uma reportagem do jornal argentino Clarín apresentou detalhes de uma suposta operação que teria utilizado seis veículos e pelo menos três jatos particulares para viabilizar o deslocamento do parlamentar e de sua família até os Estados Unidos.

Segundo a publicação, o planejamento teria contado com a participação de representantes norte-americanos e o apoio de Santiago Caputo, assessor do presidente argentino Javier Milei.

As informações sobre a suposta participação internacional não foram confirmadas oficialmente. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou que o governo norte-americano tenha colaborado com a saída do senador.

Seis carros teriam deixado residência de Flávio Bolsonaro em Brasília

De acordo com a reportagem argentina, o plano teria envolvido uma estratégia para dificultar a identificação do veículo utilizado por Flávio Bolsonaro e seus familiares.

Seis carros teriam saído da residência do senador, em Brasília, como parte da operação de deslocamento até a fronteira com a Argentina.

A medida teria sido adotada para impedir que fosse identificado qual dos veículos transportava efetivamente o parlamentar.

Ainda segundo a publicação, Flávio e sua família teriam percorrido mais de 1.600 quilômetros por via terrestre até a região de fronteira.

A viagem ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia determinado a entrega dos passaportes do senador e proibido sua saída do território brasileiro.

Plano inicial previa viagem de avião até Foz do Iguaçu

O jornal argentino afirma que a primeira alternativa considerada pelo parlamentar seria um voo particular saindo de Brasília em direção à região de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Para isso, uma aeronave teria sido fretada.

Entretanto, o proprietário do avião teria desistido de realizar o transporte depois que a decisão judicial de Alexandre de Moraes se tornou pública.

Diante da mudança, o deslocamento teria sido reorganizado para ocorrer por terra, até a fronteira brasileira com a Argentina.

A reportagem também afirma que outras aeronaves permaneceram como alternativas para a continuidade da viagem.

Três jatos particulares teriam sido mobilizados

Segundo o Clarín, ao menos três jatos particulares foram mobilizados durante a suposta operação.

As aeronaves teriam sido consideradas opções alternativas caso o voo inicialmente previsto não pudesse ser realizado.

Uma das possibilidades mencionadas seria a saída por território paraguaio.

A reportagem, porém, não apresenta confirmação oficial dos governos envolvidos sobre a organização dessa estrutura aérea.

Assessor de Javier Milei teria participado da operação

Outro ponto apresentado pelo jornal argentino envolve a suposta atuação de Santiago Caputo, assessor do presidente Javier Milei.

Segundo a publicação, ele teria sido enviado à região de fronteira para auxiliar na organização do deslocamento.

A reportagem também aponta que representantes dos Estados Unidos teriam atuado no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina.

Esses representantes supostamente teriam interferido em parte dos procedimentos aeroportuários, afastando funcionários argentinos de determinadas atividades.

Ainda conforme o relato, a família de Flávio Bolsonaro teria acessado diretamente a pista do aeroporto.

O senador já estaria dentro da aeronave quando uma caminhonete branca apareceu em imagens registradas por emissoras de televisão na noite de terça-feira (27).

Essas alegações permanecem sem confirmação oficial dos governos argentino e norte-americano.

Marco Rubio nega ajuda dos Estados Unidos

O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio negou neste sábado (31) que o governo dos Estados Unidos tenha participado da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

A declaração ocorreu após a divulgação de informações que apontavam uma suposta colaboração de representantes norte-americanos na organização da viagem.

Os governos dos Estados Unidos e da Argentina não confirmaram envolvimento na operação descrita pela imprensa argentina.

Assim, os detalhes sobre o planejamento, a utilização dos veículos e a suposta atuação de autoridades estrangeiras permanecem como informações atribuídas à reportagem do Clarín.

Imigração argentina confirma passagem de Flávio pela fronteira

Embora a participação de representantes estrangeiros não tenha sido confirmada, a imigração argentina confirmou que Flávio Bolsonaro atravessou a fronteira acompanhado de sua família na noite de terça-feira, 27 de outubro.

Após a entrada na Argentina, o senador embarcou em um voo particular que realizou uma escala no Equador.

O destino final foi Miami, nos Estados Unidos, onde ele chegou na manhã de quarta-feira (28).

A viagem ocorreu dois dias depois da eleição presidencial, na qual Flávio Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na véspera de sua saída, Alexandre de Moraes havia determinado a entrega dos passaportes do parlamentar e estabelecido a proibição de deixar o país.

O que está confirmado e o que ainda depende de esclarecimento?

Até o momento, as informações apresentadas permitem distinguir os fatos confirmados das alegações publicadas sobre a operação.

Informações confirmadas ou oficialmente declaradas:

  • A imigração argentina confirmou a passagem de Flávio Bolsonaro e de sua família pela fronteira na noite de 27 de outubro.
  • O senador seguiu para Miami, com escala no Equador, chegando aos Estados Unidos na manhã de 28 de outubro.
  • Marco Rubio negou a participação do governo norte-americano na saída do parlamentar.
  • Havia uma decisão judicial determinando a entrega dos passaportes e proibindo Flávio de deixar o Brasil.

Informações atribuídas à reportagem argentina, ainda sem confirmação oficial:

  • A utilização de seis carros para dificultar a identificação do veículo que transportava o senador.
  • A mobilização de pelo menos três jatos particulares.
  • O suposto apoio de Santiago Caputo, assessor de Javier Milei.
  • A participação de representantes norte-americanos em procedimentos no aeroporto de Puerto Iguazú.
  • A possibilidade de uma rota alternativa pelo Paraguai.

A divulgação dos novos detalhes amplia a repercussão política da viagem, enquanto permanecem sem esclarecimento oficial as circunstâncias da suposta operação internacional.