Agente do ICE atira em imigrante dentro de carro com criança de 5 anos em Nova York
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Agente do ICE atira em imigrante dentro de carro com criança de 5 anos em Nova York

09/10/2026 | 11:36 Por Redação MZ

Um homem de 28 anos, natural da República Dominicana, foi baleado por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) durante uma operação no Bronx, em Nova York, na quinta-feira (8). Uma criança de cinco anos estava no banco traseiro do veículo no momento dos disparos, segundo autoridades municipais.

O caso ocorreu durante uma operação de fiscalização migratória e provocou críticas de autoridades locais à atuação dos agentes federais. O homem foi atingido no pescoço e levado a um hospital. Segundo as informações divulgadas, ele sobreviveu ao disparo.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que a criança não sofreu ferimentos físicos. A polícia municipal informou que a menina foi localizada e entregue aos cuidados de um familiar após uma verificação de bem-estar.

Mamdani também declarou que tentou negociar com o governo federal a libertação do homem baleado, mas as conversas não tiveram sucesso. O prefeito pediu que o ICE suspenda suas operações de fiscalização na cidade.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou que os agentes realizavam uma operação direcionada para prender o homem, que estaria em situação migratória irregular e teria antecedentes criminais. A agência confirmou que um agente disparou a arma e que a vítima recebeu atendimento após ser ferida.

O episódio ocorre em meio à ampliação das operações migratórias promovidas pelo governo do presidente Donald Trump. A atuação do ICE tem sido alvo de protestos e críticas de representantes municipais e estaduais, especialmente diante de relatos de confrontos durante abordagens.

O caso deverá alimentar o debate sobre os limites das operações federais de imigração, o uso da força e a segurança de crianças que podem estar presentes durante ações policiais. As circunstâncias exatas do disparo ainda dependem da investigação e da análise dos relatos das autoridades envolvidas.