Arara-azul volta à lista nacional de espécies ameaçadas de extinção
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Arara-azul volta à lista nacional de espécies ameaçadas de extinção

11/09/2026 | 10:30 Por Redacao

Nova lista reúne 789 espécies ameaçadas e nove extintas; arara-azul-grande foi reclassificada como Vulnerável

A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) voltou a integrar a Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. A inclusão foi feita pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em uma atualização publicada no Diário Oficial da União em junho.

A nova relação reúne 789 espécies ameaçadas e nove consideradas extintas, entre mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres. A lista substitui a versão anterior, de 2022, e considera avaliações realizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Arara-azul retorna após 12 anos

As araras-azuis voltaram à lista nacional após 12 anos. A espécie havia sido incluída pela primeira vez na década de 1980.

Segundo informações do Instituto Arara-Azul, mais de 10 mil aves foram retiradas da natureza ao longo dos anos em razão do tráfico e da caça.

Em 2014, após ações de preservação e repovoamento, a arara-azul-grande deixou a lista oficial. Agora, a espécie retorna à relação e foi classificada como Vulnerável (VU).

Quase 180 espécies foram incluídas

A atualização acrescentou aproximadamente 180 espécies ou subespécies à lista de ameaçadas. Segundo o MMA, são animais que apresentaram agravamento em seu estado de conservação.

Entre os destaques estão, além da arara-azul-grande, o bugio-preto (Alouatta caraya) e o tamanduaí (Cyclopes rufus).

Apesar das novas inclusões, cerca de 150 espécies deixaram de ser consideradas ameaçadas. O resultado está relacionado a fatores como avanço do conhecimento científico, revisões taxonômicas e melhora no estado de conservação de determinadas populações.

Também houve espécies reclassificadas para categorias que não representam ameaça de extinção, como Menos Preocupante, Quase Ameaçada ou Dados Insuficientes.

Categorias de risco

Entre as espécies ameaçadas, 168 estão na categoria Criticamente em Perigo (CR). Desse total, 25 são consideradas Possivelmente Extintas (CR-PE).

Outras 285 espécies estão Em Perigo (EN), enquanto 336 são classificadas como Vulneráveis (VU).

O mutum-do-nordeste (Pauxi mitu) permanece como a única espécie classificada como Extinta na Natureza (EW), com exemplares existentes somente em cativeiro.

Os invertebrados terrestres representam o maior grupo entre os ameaçados, com 264 espécies ou subespécies. Em seguida aparecem as aves, com 242 registros; répteis, com 123; mamíferos, com 102; e anfíbios, com 59.

Nove espécies são consideradas extintas

A lista também mantém nove espécies oficialmente extintas, sendo duas de anfíbios, seis de aves e uma de mamífero.

O número permanece igual ao registrado na lista nacional de 2022.

Entre as espécies classificadas como Extinta (EX) está a perereca-gladiadora-de-sino (Boana cymbalum), endêmica das áreas altas da Serra do Mar, em São Paulo.

A espécie não é registrada desde 1962, apesar de décadas de buscas realizadas em seu habitat histórico. Entre os fatores associados à extinção estão a expansão urbana, a poluição industrial e doenças.