Banqueiro, pastor e empresários: quem são os principais alvos da PF no caso do Banco Master?
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Banqueiro, pastor e empresários: quem são os principais alvos da PF no caso do Banco Master?

29/01/2026 | 09:00 Por Gabriel Vinicius Cabral

A Polícia Federal ampliou, nas últimas semanas, o cerco a empresários e executivos ligados ao Banco Master, do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro.

A investigação tem se desdobrado em diferentes frentes e alcançado diferentes personagens do mercado financeiro e empresarial em meio à expectativa sobre se ela atingirá figuras do universo político.

No epicentro do caso está Daniel Vorcaro, controlador do Master e que é apontado como o líder de uma organização criminosa que teria agido contra o Sistema Financeiro Nacional.

Em novembro, ele foi preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura se o grupo liderado por ele teria articulado a venda de carteiras de crédito falsas ao Banco de Brasília (BRB) em 2025, numa transação envolvendo R$ 12,2 bilhões.

A defesa de Vorcaro nega irregularidades, afirma que ele é inocente e diz que as tratativas com o BRB não passaram de um estágio preliminar, sem transferência definitiva de carteiras.

Mas a partir de janeiro, começaram a aparecer os indícios de que o caso poderia atingir outros empresários.

A segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, mirou nomes próximos ao banqueiro e ao entorno do conglomerado, entre eles o seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Campos Zettel e o empresário Nelson Tanure. Ambos foram alvos da operação.

Outro personagem alcançado pela segunda fase foi João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, alvo de buscas, mas não preso.

Em meio à escalada do caso, a investigação também passou a atrair atenção pelo seu potencial de revelar relações e estruturas complexas que, segundo investigadores, teriam permitido o crescimento acelerado do conglomerado e ampliado o alcance das suspeitas para além do banco.

Enquanto isso, cálculos preliminares apontam que a quebra do Banco Master e do Will Bank, vinculados ao conglomerado controlado por Vorcaro, pode ter impacto de R$ 47 bilhões no mercado financeiro brasileiro.