Laudo pericial aponta que Brayan Gabriel Guedes de Lucena sofreu ferimentos no rosto, tórax, abdômen e braços. Pais da criança, ambos de 19 anos, apresentaram versões contraditórias à polícia.
Um bebê de apenas três semanas de vida foi morto após sofrer 24 ferimentos provocados por um objeto perfurocortante, no bairro Dona Milindra, em Patos, na Paraíba, na manhã de quarta-feira (14 de outubro).
A vítima foi identificada como Brayan Gabriel Guedes de Lucena. A quantidade de ferimentos foi constatada durante exames realizados pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos.
Os pais da criança, Marcos Gabriel e Mirelly Layla, ambos de 19 anos, foram presos em flagrante e permanecem detidos enquanto a Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime.
Perícia identifica 24 ferimentos no corpo do bebê
Segundo o médico-legista e chefe do Numol, Dr. Dionísio Filho, os ferimentos estavam distribuídos pela face, tórax, abdômen e membros superiores da criança.
Uma das lesões atingiu a região do coração.
A perícia apontou como causa da morte anemia aguda decorrente da perda de sangue, provocada pelos ferimentos.
O laudo necroscópico conclusivo deverá ser finalizado em até dez dias.
Pais apresentam versões divergentes à Polícia Civil
Durante os depoimentos prestados à Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE), os pais da criança apresentaram relatos diferentes sobre o ocorrido.
Conforme as informações da investigação, Marcos Gabriel e Mirelly Layla atribuíram um ao outro a responsabilidade pela morte do bebê.
Ambos permanecem presos em flagrante.
A Polícia Civil continua apurando a dinâmica do crime e buscando elementos que permitam esclarecer a autoria.
Exames de DNA devem ajudar a esclarecer o crime
Durante a perícia, foram coletadas amostras biológicas para a realização de exames de DNA.
O material será analisado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC), em João Pessoa, e comparado com vestígios encontrados no objeto apreendido no local.
A previsão é de que os resultados dos exames genéticos sejam concluídos em 20 a 30 dias.
Os investigadores aguardam os laudos para avançar na apuração das circunstâncias da morte de Brayan Gabriel.
A responsabilidade criminal dos envolvidos ainda está sendo investigada.





