Felipe Van Ryn, de 29 anos, desapareceu após uma embarcação virar no Rio Tibagi, em Uvaia; vazão elevada dificulta as operações
As buscas pelo empresário Felipe Van Ryn, de 29 anos, desaparecido no Rio Tibagi, em Ponta Grossa, chegam a uma fase crítica após cerca de 20 dias de operações.
Felipe desapareceu na tarde de 8 de setembro, quando a embarcação em que estava virou no rio, nas proximidades do distrito de Uvaia.
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas na região. A corporação mantém contato com os familiares e avalia os próximos passos da operação.
Protocolo prevê avaliação após 15 a 20 dias
Segundo o comandante do 2º Batalhão de Bombeiros de Ponta Grossa, tenente-coronel André Lopes, a corporação tem mantido diálogo com os familiares sobre os protocolos adotados durante as buscas.
O comandante explicou que o protocolo prevê uma avaliação das operações após um período entre 15 e 20 dias, dependendo das condições encontradas durante a ocorrência.
Vazão do Rio Tibagi dificulta buscas
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as condições do Rio Tibagi são atualmente um dos principais obstáculos para a localização de Felipe.
O rio permanece com volume elevado de água e vazão acima da média, dificultando as atividades de varredura e reduzindo as condições para a localização de uma possível vítima.
A corporação considera que as condições atuais não são adequadas para a realização das buscas com a mesma efetividade.
Novo sobrevoo está previsto
As equipes devem permanecer mobilizadas ao longo desta semana. Um novo sobrevoo com aeronave está previsto para sexta-feira (2), caso as condições climáticas sejam favoráveis.
Esse será o terceiro emprego de recurso aéreo durante a operação. As buscas também já utilizaram motos aquáticas.
Buscas podem ser suspensas temporariamente
Diante das condições encontradas no rio, o comando do Corpo de Bombeiros avalia a possibilidade de suspender temporariamente as buscas ativas entre quinta e sexta-feira.
A eventual suspensão não significa o encerramento definitivo do caso. A ocorrência permanecerá em aberto, com possibilidade de retomada diante de novas informações que possam surgir, inclusive por parte de moradores ou pescadores da região.
A decisão será tomada considerando as condições técnicas e os protocolos adotados pela corporação.





