Caso Henry Borel: Justiça do Rio mantém prisão de Monique Medeiros
Policial Segurança

Caso Henry Borel: Justiça do Rio mantém prisão de Monique Medeiros

22/04/2026 | 08:30 Por Gabriel Vinicius Cabral

A Justiça do Rio de Janeiro manteve, nesta segunda-feira (20), a prisão de Monique Medeiros, acusada pela morte do filho Henry Borel. A ré tinha se entregado à polícia no mesmo dia após o ministro Gilmar Mendes determinar novamente sua prisão preventiva.

Durante a audiência de custódia, a defesa de Monique requereu a liberação de medicamentos para uso no sistema carcerário, alegando condição psiquiátrica.

Já o Ministério Público se manifestou pela manutenção da prisão, afirmando que o mandado foi expedido por decisão maior e não poderia ser revisto naquele momento pelo juízo da custódia.

Na decisão, o juiz Otávio Hueb Festa apontou que a prisão é regular e válida, pois é proveniente do cumprimento de mandado de prisão expedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Quanto aos medicamentos solicitados pela defesa, o magistrado afirmou que a análise cabe à administração penitenciária, mas determinou que Monique seja encaminhada para atendimento médico e psiquiátrico, já que ela relatou depressão em decorrência de evento traumático.

Monique Medeiros se entregou na 34ª DP (Bangu) e foi presa, na manhã desta segunda-feira, após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar novamente sua prisão preventiva.

O ministro Gilmar Mendes rejeitou recursos da defesa que tentavam reverter a ordem de prisão da ré. Na última sexta-feira (17), o ministro havia determinado o reestabelecimento da prisão preventiva de Monique após uma Reclamação Constitucional movida por Leniel Borel, pai da vítima.

Com isso, Monique se apresentou a polícia e foi novamente presa.

A prisão de Monique havia sido revogada pelo Juízo da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro em 23 de março, no dia do júri sobre o caso, sob o fundamento de excesso de prazo injustificado para o julgamento.