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Tio de Guilherme Boulos morre após ser atropelado durante briga de trânsito em SP

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Carlos Boulos sofreu o atropelamento na Avenida 23 de Maio, após uma discussão entre motoristas; condutor foi indiciado por homicídio doloso

Carlos Boulos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP), morreu na manhã desta terça-feira (6), em São Paulo. Ele estava internado após ser atropelado durante uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, na região central da capital paulista, na noite de sábado (3).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Carlos sofreu morte encefálica, condição caracterizada pela perda completa e irreversível das funções do cérebro.

O motorista envolvido no atropelamento foi indiciado por homicídio doloso. A Polícia Civil continua as investigações e trabalha para concluir o inquérito, que será encaminhado ao Poder Judiciário. O caso é acompanhado pelo 5º Distrito Policial (Aclimação).

Atropelamento ocorreu após discussão no trânsito

De acordo com informações da SSP, testemunhas relataram que houve uma discussão entre os motoristas depois de uma colisão.

Carlos Boulos conduzia uma caminhonete e teria descido do veículo para conversar com o motorista do outro automóvel. Segundo a investigação, o carro avançou em direção a Carlos e o atropelou.

Imagens registradas por testemunhas mostram parte da discussão. Nas gravações, Carlos aparece fora da caminhonete e bate no outro veículo. Na sequência, o automóvel realiza uma manobra para deixar o local e atinge Carlos, que cai no chão.

Após o atropelamento, Carlos foi socorrido e levado para uma unidade de saúde. O motorista deixou o local sem prestar atendimento.

O caso foi inicialmente registrado no 78º Distrito Policial (Jardins) como tentativa de homicídio. Depois de prestar depoimento à Polícia Civil, o motorista foi liberado.

Defesa apresenta outra versão dos fatos

Os advogados do motorista, Natan Tolintino e Ana Paula Caliman, apresentaram uma versão diferente sobre a dinâmica da ocorrência.

Segundo a defesa, o motorista estava em um Fiat Palio acompanhado da esposa e do filho e retornava do hospital quando uma caminhonete Hilux preta, conduzida por Carlos Boulos, teria passado a buzinar, utilizar o farol alto e projetar o veículo contra o carro da família.

Ainda conforme os advogados, Carlos teria parado a caminhonete à frente do Palio, desembarcado e se aproximado de maneira considerada agressiva pela defesa.

Os advogados afirmam que o motorista arrancou pela esquerda ao encontrar uma brecha no trânsito. De acordo com o relato, Carlos teria tentado impedir a saída colocando as mãos sobre o capô e golpeando o veículo, antes de perder o equilíbrio e cair.

Em nota, a defesa declarou que o motorista teria agido para se afastar de uma situação que considerava ameaçadora e para proteger a si próprio, a esposa e o filho. Os advogados também afirmaram que não houve intenção de atingir Carlos Boulos.

A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do atropelamento.

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