Clube e atacante acertaram as bases financeiras para a extensão do contrato, mas homologação depende da aprovação do Conselho de Orientação do Corinthians
O Corinthians e Memphis Depay chegaram a um acordo para a renovação do contrato do atacante. As partes definiram as bases financeiras da extensão do vínculo, mas o acerto ainda depende da aprovação do Conselho de Orientação do Corinthians (Cori).
Conselho precisa aprovar o acordo
O Cori é formado por 20 conselheiros, que deverão votar pela aprovação ou rejeição da negociação. Para que o acordo seja homologado, são necessários 12 votos favoráveis, correspondentes a 60% dos integrantes.
Caso a proposta seja aprovada, o presidente Osmar Stábile deverá assinar o novo contrato e oficializar a renovação.
Negociação se arrastava desde a volta da Copa do Mundo
As conversas entre Memphis e Corinthians se prolongaram desde o retorno do atacante ao Brasil. O jogador realizou exames, assinou contrato e acompanhou a partida contra o Internacional na Neo Química Arena, indicando que a renovação estava próxima.
Posteriormente, porém, o clube informou que não pretendia renovar o vínculo, alegando a necessidade de preservar a saúde financeira da instituição.
Memphis teria direito a cerca de R$ 103 milhões por mais dois anos de contrato. A decisão provocou reação do jogador, que se manifestou nas redes sociais. Seus representantes também indicaram que poderiam recorrer à Justiça para cobrar valores considerados devidos pelo Corinthians.
Clube enfrentava risco de novo transfer ban
A situação também aumentava o risco de o Corinthians sofrer um novo transfer ban, punição relacionada a débitos e acordos não cumpridos.
O clube já acumulava restrições na Fifa e na CBF envolvendo negociações com jogadores como José Martínez, Talles Magno e Charles, além de outras pendências com credores brasileiros.
Antes do novo acordo, havia uma estimativa de que os valores relacionados a Memphis poderiam chegar a aproximadamente R$ 180 milhões, considerando débitos do clube e possíveis cobranças judiciais.
Com o novo entendimento entre as partes, a renovação agora depende da aprovação do Conselho.





