A jurista Silvia Pimentel, responsável pela elaboração da Lei Maria da Penha, manifestou-se publicamente contra a decisão judicial que concedeu perdão à mãe de Henry Borel, Monique Medeiros. Em entrevista ao programa da BBC Brasil, a advogada classificou o ato como um “desserviço ao feminismo” e alertou para as consequências jurídicas de tal medida.
Segundo Pimentel, o perdão concedido a Monique Medeiros representa um equívoco que enfraquece a proteção legal das mulheres, ao abrir precedentes que podem ser usados para minimizar a responsabilidade em casos de violência doméstica. Ela ressaltou que a lei foi criada para garantir segurança e justiça às vítimas, e que decisões que a contrariam enfraquecem todo o movimento feminista.
A crítica da jurista também destaca a importância do debate de gênero na sociedade brasileira. Para Pimentel, a normalização de atos de violência contra mulheres, ainda que em contextos familiares, perpetua estereótipos nocivos e dificulta a construção de políticas públicas efetivas.
Em Ponta Grossa, a repercussão do caso tem mobilizado organizações locais de direitos humanos, que acompanham de perto as discussões no Congresso Nacional. O posicionamento de Silvia Pimentel reforça a necessidade de manter a Lei Maria da Penha como pilar central na luta contra a violência de gênero.





