Desaparecimento de crianças completa 4 meses sem respostas
Policial Segurança

Desaparecimento de crianças completa 4 meses sem respostas

11/05/2026 | 10:30 Por Gabriel Vinicius Cabral

O misterioso desaparecimento de Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4, completou, nesta semana, quatro meses. Os irmãos sumiram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), após saírem para brincar.

Tráfico humano, sequestro, ataque de animal e afogamento são algumas das linhas investigadas pela força-tarefa Operação Bacabal, que mobilizou nove equipes simultâneas nos primeiros meses.

As buscas ocorreram em frentes terrestre, aérea e aquática. Apesar da mobilização, o caso segue sem solução, desafia as autoridades e angustia a família das crianças.

Em nota, a pasta detalhou que o inquérito ainda não foi concluído, que “a Polícia Civil segue com os trabalhos investigativos por meio de uma comissão especialmente constituída para esse fim, não sendo possível, até o momento, apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas sobre o caso”.

“A Secretaria reitera que permanece empenhada na elucidação dos fatos, destacando que todas as informações relacionadas ao caso são devidamente checadas e que todas as medidas necessárias continuam sendo adotadas para o completo esclarecimento dos fatos.”

Nos dias posteriores ao desaparecimento, apenas o primo dos irmãos, Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado com vida. Ele disse que se perdeu dos demais na mata.

Segundo a SSP-MA, a área vasculhada é extensa e de difícil acesso, com mata fechada, lagos e trilhas naturais, além da presença de animais silvestres. Equipes especializadas utilizaram helicópteros, drones com sensores térmicos, cães farejadores e equipamentos de mapeamento subaquático, como o side scan sonar, para percorrer 19 km do leito do Rio Mearim.

A força-tarefa contou com apoio da população local e percorreu toda a área indicada na investigação, sem encontrar vestígios de Ágatha e Allan.

Enquanto a SSP diz que a investigação segue, a família de Ágatha e Allan ainda aguarda uma resposta concreta das autoridades sobre o caso.