Réus receberam pena de 37 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de Delamar do Rocio Correia dos Santos e Kauane Damaris Santos Antunes.
Tribunal do Júri condena acusados por duplo homicídio
O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou Daniel de Andrade Chimeski e Alisson Andrey Silva Nogueira a 37 anos e 6 meses de prisão cada um pelos assassinatos de Delamar do Rocio Correia dos Santos, de 45 anos, e de sua filha, Kauane Damaris Santos Antunes, de 26 anos.
O julgamento ocorreu nesta semana e os réus foram considerados culpados pelo duplo homicídio qualificado. As penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime fechado.
Crime aconteceu dentro da residência das vítimas
O crime foi registrado na madrugada de 21 de janeiro de 2025, no bairro Boa Vista, em Ponta Grossa. Segundo a investigação, os criminosos invadiram a residência onde mãe e filha estavam e efetuaram diversos disparos de arma de fogo.
As duas vítimas morreram no local. Delamar foi encontrada em um dos quartos da casa, enquanto Kauane estava no banheiro.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os homicídios foram qualificados pelo recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Motivação estaria ligada ao tráfico de drogas
Conforme apontado pelo MP-PR, embora a motivação não tenha sido totalmente esclarecida, as investigações indicaram que os assassinatos ocorreram em um contexto de disputa por território relacionado ao tráfico de drogas.
Durante a perícia realizada na residência, policiais localizaram aproximadamente 97 gramas de uma substância semelhante a crack. Segundo a Polícia Civil, mãe e filha possuíam antecedentes por tráfico de drogas.
Prisões ocorreram após as investigações
Um dos suspeitos foi localizado horas após o crime. O monitoramento por tornozeleira eletrônica ajudou a confirmar sua presença na região onde ocorreu o duplo homicídio.
O segundo acusado foi preso cerca de três semanas depois, durante o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Desde então, ambos permaneceram presos preventivamente e continuarão detidos para o cumprimento da sentença.
Defesas anunciam recurso
As defesas dos dois condenados informaram que irão recorrer da decisão.
A defesa de Alisson destacou que a condenação ocorreu por placar apertado entre os jurados e afirmou discordar do resultado do julgamento.
Já a defesa de Daniel declarou respeitar a decisão do Conselho de Sentença, mas sustentou que existem fundamentos jurídicos que justificam a revisão da condenação pelas instâncias superiores.





