El Niño pode prolongar as chuvas e favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, aumentando o risco de dengue
O fenômeno climático El Niño, que já se manifesta em várias regiões do planeta, deve permanecer ativo até o final de 2026, segundo projeções do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A combinação de temperaturas mais elevadas no Pacífico e alterações nos ventos pode gerar um padrão de clima mais úmido em grande parte do Brasil.
No Paraná, e em especial na região de Ponta Grossa, a expectativa é de um aumento significativo nas precipitações nos próximos meses. As chuvas mais intensas e prolongadas criam ambientes propícios para o acúmulo de água parada, condição ideal para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Autoridades da Secretaria de Saúde já emitiram alertas para a população, ressaltando que o período de maior risco coincide com a temporada de chuvas. Os vigilantes sanitários intensificarão as inspeções em áreas residenciais e comerciais, buscando eliminar possíveis criadouros do vetor.
Especialistas recomendam que os moradores adotem medidas preventivas: tampar caixas d’água, limpar calhas, remover objetos que acumulem água e usar repelentes. A colaboração da comunidade é essencial para conter a propagação do mosquito e reduzir a incidência de casos de dengue.
Com a combinação de clima favorável ao mosquito e a vulnerabilidade urbana, a cidade precisa redobrar a atenção. Campanhas de conscientização serão ampliadas nas escolas e nos meios de comunicação locais, reforçando a importância da eliminação de focos e da busca por atendimento imediato ao primeiro sintoma de dengue.





