Ela só estava no festival: modelo é morta em ataque contra alvo do PCC; mandante é condenado
Policial

Ela só estava no festival: modelo é morta em ataque contra alvo do PCC; mandante é condenado

07/10/2026 | 19:16 Por Redação MZ

A Justiça do Paraguai condenou a 22 anos de prisão Alcides de Jesús Villasboa Peralta, conhecido como “Ropero”, pelo ataque armado que terminou com a morte da influenciadora e ex-modelo Cristina “Vita” Aranda durante o Ja’umina Fest, em San Bernardino, em janeiro de 2022.

O Tribunal de Sentença considerou Villasboa culpado por homicídio doloso na condição de instigador, associação criminosa e posse não autorizada de armas com numeração adulterada. A decisão foi tomada pelos juízes Federico Rojas, Dina Marchuk e María Luz Martínez.

Segundo o que foi estabelecido no julgamento, o alvo principal do atentado era Marcos Rojas Mora, conhecido como “Marcos Capital”. Ele mantinha uma dívida de US$ 68 mil relacionada a uma negociação de cocaína com Villasboa.

A disputa teria chegado a um grupo disciplinar ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria dado prazo para o pagamento da dívida. Conforme a reconstrução apresentada no processo, “Ropero” decidiu ordenar a morte de Marcos Rojas para evitar o pagamento.

O ataque aconteceu na área dos sanitários do anfiteatro José Asunción Flores, onde era realizado o festival. Marcos Rojas morreu durante os disparos.

Cristina “Vita” Aranda, que estava no evento como espectadora e não tinha relação com a disputa, também foi atingida e morreu. Ela tinha 29 anos e era conhecida no Paraguai como influenciadora digital e ex-modelo.

Outras pessoas ficaram feridas durante o tiroteio.

No mesmo processo, o suboficial da Polícia paraguaia Junior Michael Peralta Díaz foi condenado a cinco anos de prisão por associação criminosa. Segundo a acusação, ele teria fornecido apoio logístico à estrutura ligada a Villasboa.

A condenação encerra uma das etapas mais importantes do processo que investigou o ataque ocorrido há mais de quatro anos, mas a decisão ainda está sujeita aos recursos previstos na legislação paraguaia.

O caso ganhou repercussão internacional porque um ataque direcionado a um integrante de uma organização criminosa terminou atingindo uma pessoa que estava no festival apenas como parte do público.