ANP estuda mudanças no combustível para impedir seu uso na fabricação clandestina de bebidas; medida provisória pode começar em 2027
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estuda alterar o etanol hidratado para dificultar seu desvio para a fabricação clandestina de bebidas, após casos de intoxicação por metanol registrados no Brasil em 2025.
Corante verde e gosto amargo
A proposta provisória prevê a adição de corante verde ao etanol produzido nas usinas, com expectativa de implementação em 2027, após revisão das regras.
Como solução definitiva, a ANP avalia a adição de benzoato de denatônio, uma substância de sabor extremamente amargo que poderia denunciar o uso do combustível em bebidas adulteradas.
Mudança ainda depende de testes
Antes da adoção do benzoato de denatônio, serão necessários testes para avaliar possíveis impactos nos motores e nas emissões dos veículos.
A Anfavea recomendou ensaios de durabilidade e emissões e defendeu o uso de substâncias livres de metais para evitar possíveis danos aos catalisadores.
O estudo da ANP foi realizado com participação de representantes do setor de combustíveis, produtores de etanol, fabricantes de veículos e outros segmentos, seguindo diretrizes do CNPE e recomendações do TCU.





