A França mobilizou cerca de 70 mil policiais e integrantes das forças de segurança neste sábado (24), diante de uma nova rodada de manifestações que ocorre em meio à insatisfação com o custo de vida e às reivindicações relacionadas às condições nas escolas.
A operação foi anunciada pelo Ministério do Interior após episódios de violência, saques e confrontos registrados durante protestos na semana anterior. O governo busca impedir que as novas manifestações terminem em uma repetição dos distúrbios.
Em Paris, a mobilização provocou alterações na circulação e levou estabelecimentos comerciais a reforçarem a proteção de suas fachadas. Alguns equipamentos culturais também fecharam preventivamente. Em outras cidades, as autoridades adotaram restrições e medidas específicas para controlar os atos públicos.
O movimento começou com manifestações de estudantes sobre as condições de ensino e passou a reunir reclamações mais amplas relacionadas à situação econômica e aos serviços públicos.
A crise aumenta a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron e seu governo, que precisam responder às reivindicações enquanto tentam preservar a ordem pública.
A dimensão da operação de segurança mostra a preocupação das autoridades com a possibilidade de novos confrontos. O cenário permanece sujeito a mudanças conforme os protestos avançam ao longo do dia.





