Homem cego é preso após esfaquear o irmão durante discussão em Ponta Grossa
Notícia Policial Ponta Grossa

Homem cego é preso após esfaquear o irmão durante discussão em Ponta Grossa

23/07/2026 | 16:40 Por manu

Suspeito afirmou que agiu para proteger a mãe durante uma crise de agressividade do irmão. Polícia Civil investiga se houve legítima defesa de terceiros.

Discussão entre irmãos termina com um ferido grave

Um homem de 46 anos, deficiente visual, foi preso na noite de quarta-feira (22) após esfaquear o próprio irmão, de 34 anos, na Rua Salvador de Mendonça, na Vila Cristina, bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa.

Equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) foram as primeiras a chegar ao local e encontraram o suspeito ainda na residência. Segundo os policiais, ele permaneceu no imóvel durante toda a ocorrência e colaborou com a abordagem.

Suspeito diz que agiu para proteger a mãe

Em depoimento aos agentes, o homem afirmou que utilizou uma faca para conter o irmão, alegando que ele estava em surto, quebrando objetos da casa e ameaçando a mãe.

De acordo com o relato, a vítima foi diagnosticada com esquizofrenia e apresentava comportamento agressivo no momento da ocorrência.

A mãe dos envolvidos confirmou à polícia que o filho ferido costuma ter episódios de agressividade e afirmou que o outro filho agiu para defendê-la. Ela também informou que o homem faz tratamento, mas deixa de tomar a medicação prescrita por receio de que os efeitos colaterais prejudiquem seu trabalho.

Vítima foi socorrida em estado grave

O homem ferido recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo a equipe médica, o golpe atingiu a região do abdômen e causou uma lesão que alcançou o pulmão.

Durante o atendimento, os socorristas retiraram mais de 100 mililitros de sangue da cavidade pulmonar, estabilizaram a vítima e a encaminharam ao Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais.

Polícia Civil apura o caso

Após a ocorrência, o suspeito foi encaminhado à 13ª Subdivisão Policial (SDP), onde prestou depoimento.

A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias do caso e apurar se a ação pode ser enquadrada como legítima defesa de terceiros, conforme alegado pelo investigado e confirmado, inicialmente, pelo relato da mãe.

Foto: Ricardo Marcondes