Homem é condenado a 123 anos de prisão por abusos sexuais contra as próprias filhas no Paraná
Paraná Policial Segurança

Homem é condenado a 123 anos de prisão por abusos sexuais contra as próprias filhas no Paraná

29/01/2026 | 14:00 Por Gabriel Vinicius Cabral

Um homem foi sentenciado a 123 anos de detenção em regime fechado por abusar sexualmente de suas duas filhas, ocorrendo de maneira contínua em Cascavel, no oeste do estado do Paraná. O veredito foi emitido em primeira instância pelo tribunal local e conclui um caso que estava em andamento desde 2021.

A decisão foi elaborada pela juíza Raquel Fratantonio Perini, que considerou que os abusos aconteceram repetidamente ao longo de diversos anos, dentro da casa da família, uma condição que aumenta a gravidade da situação. Os incidentes teriam acontecido no bairro Neva.
De acordo com os registros, os abusos começaram quando as vítimas eram ainda pequenas, com idades entre 6 e 8 anos, e continuaram durante a infância e a adolescência. A investigação foi iniciada após a revelação da gravidez da filha mais velha, que ainda era adolescente, o que levou à notificação das autoridades e à abertura do processo judicial.
Durante o processo, um teste de DNA confirmou que o homem era o pai da criança, corroborando as evidências já apresentadas. A Justiça reconheceu a continuidade dos crimes, o que levou ao aumento da sentença imposta.

O advogado também informou que o réu se internou em clínicas de reabilitação durante períodos que coincidiram com audiências e atos processuais. O juízo analisou essas circunstâncias e concluiu que não havia elementos suficientes para afastar a culpabilidade. Além disso, a decisão levou em consideração que o réu realizava atividades diárias regulares, incluindo trabalho.

A condenação foi fundamentada em depoimentos, perícias, laudos técnicos e outras evidências obtidas durante a investigação. A pena total foi estabelecida em 123 anos de reclusão, a serem cumpridos em regime fechado. De acordo com a lei, o réu deve ser oficialmente notificado da sentença e tem o direito de recorrer da decisão.

Segundo o advogado das vítimas, espera-se que a condenação seja confirmada em instâncias superiores, considerando o conjunto de provas e os argumentos apresentados na sentença.

O caso levou à desintegração da família e causou efeitos duradouros na vida das vítimas. Hoje em dia, a filha mais velha tem aproximadamente 20 anos, ao passo que a mais nova está prestes a completar 18 anos. De acordo com o advogado, embora haja um reconhecimento judicial, os efeitos emocionais dos crimes ainda persistem.