Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na Margem Equatorial
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Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na Margem Equatorial

04/09/2026 | 17:04 Por Redação MZ

Licença permite novas perfurações em águas ultraprofundas do Amapá; Petrobras terá 30 dias para apresentar cronograma atualizado e deverá cumprir exigências ambientais.

Ibama libera novas perfurações

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a realizar a perfuração de mais três poços exploratórios na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas na costa do Amapá.

A autorização representa um novo avanço na estratégia da Petrobras para avaliar o potencial petrolífero da região, considerada ambientalmente sensível por estar localizada na costa amazônica.

As novas perfurações são importantes para determinar se a descoberta de petróleo feita recentemente pela empresa na área apresenta condições de exploração comercial.

Descoberta é vista como estratégica

A possibilidade de encontrar reservas de petróleo na Margem Equatorial vem sendo tratada como estratégica para a Petrobras, que busca ampliar e recompor suas reservas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a descoberta anunciada no mês passado. Dias depois, ele esteve no Amapá e classificou o petróleo encontrado na região como um “passaporte para o futuro deste país”.

A exploração, porém, também provoca discussões dentro do governo federal devido aos possíveis impactos ambientais.

Petrobras terá novas exigências

A decisão do Ibama foi assinada na quinta-feira (3) pelo diretor-geral da agência, Jair Schmitt.

Entre as condições estabelecidas está a obrigação de a Petrobras apresentar um cronograma de perfuração atualizado no prazo de 30 dias após receber a licença.

O documento também determina a atualização da análise de riscos ambientais relacionada ao projeto. O cumprimento das exigências será necessário para a manutenção da autorização.

Margem Equatorial é considerada área promissora

A região onde estão os poços apresenta características geológicas semelhantes às encontradas em áreas da Guiana, país vizinho onde a ExxonMobil desenvolve grandes campos de petróleo.

A Margem Equatorial brasileira é considerada pela Petrobras uma das principais fronteiras para novas descobertas de petróleo.

Caso os resultados das perfurações confirmem a viabilidade comercial da descoberta, a produção poderá começar dentro de aproximadamente sete anos, segundo uma estimativa apresentada anteriormente pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Exploração gera preocupação ambiental

O avanço da atividade petrolífera na região também é acompanhado com preocupação por setores ambientais e povos indígenas.

No início deste ano, houve um vazamento de fluido durante a perfuração do primeiro poço. O episódio aumentou os questionamentos sobre os possíveis impactos de uma expansão da exploração de petróleo em uma área próxima à Amazônia.

A discussão envolve, de um lado, o potencial econômico e energético da Margem Equatorial e, de outro, os cuidados necessários para evitar impactos ambientais em uma região considerada de grande importância ecológica.