Homens foram soltos após julgamento; Marlon Adrian Souza da Silva desapareceu em setembro de 2025 e ainda não foi localizado
A Justiça absolveu três homens acusados pela morte do pedreiro Marlon Adrian Souza da Silva, em Ponta Grossa. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (25) e, após a decisão, os três deixaram a prisão.
Marlon tinha 33 anos e desapareceu em 1º de setembro de 2025, quando saiu de casa para pagar uma suposta taxa relacionada à compra de um imóvel. Desde então, ele não foi localizado.
A sentença reconheceu que as circunstâncias do desaparecimento levantavam suspeitas, mas concluiu que as provas apresentadas não eram suficientes para condenar os acusados.
Investigação apontava possível golpe na negociação de imóvel
A Polícia Civil investigou a possibilidade de que Marlon tivesse sido morto depois de descobrir um suposto golpe relacionado à negociação de uma casa.
Os três acusados eram o homem que negociava a venda do imóvel, o irmão dele e o chefe do irmão.
Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, Marlon saiu de casa por volta das 11h levando dinheiro em espécie. Uma testemunha teria visto o pedreiro acompanhado do homem que tratava da negociação do imóvel.
Durante a investigação, a polícia analisou dados da tornozeleira eletrônica utilizada por esse homem. Segundo a apuração, os dados indicaram que ele levou Marlon até a residência do próprio irmão.
Polícia encontrou indícios de fogueira
A residência foi alvo de buscas durante a investigação. No local, a polícia relatou ter encontrado indícios de uma fogueira.
Os elementos, porém, não foram considerados suficientes para comprovar as acusações durante o julgamento.
A Justiça apontou dúvidas sobre o que aconteceu com Marlon e sobre a participação individual dos três homens nos crimes descritos na denúncia.
Pedreiro continua desaparecido
Com a absolvição, terminou o julgamento dos três acusados, mas o paradeiro de Marlon Adrian Souza da Silva continua desconhecido.
Informações que possam ajudar na localização do pedreiro podem ser repassadas à Polícia Civil pelo telefone 197, ao Disque-Denúncia pelo 181 ou à delegacia de Ponta Grossa pelo WhatsApp (42) 3219-2770.





