Criminosos fizeram três funcionários reféns durante assalto à residência dos pais de Marcos Matsunaga, empresário assassinado por Elize Matsunaga em 2012. Um quarto suspeito foi preso.
Uma tentativa de roubo à mansão da família Matsunaga terminou com três suspeitos mortos, um homem preso e um policial militar ferido na tarde de quarta-feira (14), no bairro Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.
O imóvel pertence a Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano, pais do empresário Marcos Matsunaga, ex-presidente da empresa de alimentos Yoki, assassinado e esquartejado pela então esposa, Elize Matsunaga, em maio de 2012.
Durante a invasão, três funcionários da residência foram mantidos reféns. Os proprietários e a neta, filha de Marcos e Elize, não estavam no imóvel no momento do crime.
Polícia resgata reféns e confronto termina com três mortos
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), a Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência após a invasão da residência por quatro homens.
Ao chegar ao endereço, a equipe policial encontrou e deteve um dos suspeitos no térreo da mansão.
Na sequência, os agentes localizaram três funcionários que estavam trancados em um dos cômodos da casa e realizaram o resgate.
Durante as buscas pelos demais envolvidos, os policiais encontraram outros três suspeitos e houve confronto armado.
Dois homens morreram no local. O terceiro foi socorrido e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Lapa, mas não resistiu aos ferimentos.
Policial militar foi baleado no ombro
Durante a ação, um policial militar foi atingido por um disparo no ombro.
O agente foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu sob cuidados médicos.
As armas envolvidas na ocorrência foram apreendidas, e equipes de perícia foram acionadas para realizar os levantamentos necessários.
O quarto suspeito, um homem de 39 anos, foi preso em flagrante e ficou à disposição da Justiça.
Polícia Civil e PM investigam a ocorrência
O caso foi registrado como roubo a residência no 14º Distrito Policial, em Pinheiros.
A unidade solicitou apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para auxiliar nas investigações.
Paralelamente, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do confronto e a atuação dos agentes envolvidos.
Residência pertence aos pais de Marcos Matsunaga
A mansão invadida pertence aos pais de Marcos Matsunaga, empresário que presidia a Yoki quando foi assassinado pela esposa, Elize Matsunaga.
Após a morte do pai, a filha do casal, que tinha aproximadamente um ano na época, passou a viver com os avós paternos.
Os familiares não estavam na residência durante a ação criminosa de quarta-feira.
Relembre o caso Elize Matsunaga
O assassinato de Marcos Matsunaga ocorreu em 19 de maio de 2012, quando o empresário tinha 42 anos.
Elize Matsunaga confessou ter atirado na cabeça do marido durante uma discussão no apartamento onde viviam, na Zona Oeste de São Paulo.
Depois do homicídio, ela desmembrou o corpo em sete partes. Os restos mortais foram encontrados na região de Cotia, na Grande São Paulo.
Na época, Elize afirmou que havia descoberto uma traição do marido e alegou ter agido sob forte emoção. Segundo sua versão, Marcos teria cometido agressões e ameaçado matá-la e retirar a guarda da filha.
Em dezembro de 2016, Elize foi condenada pelo Tribunal do Júri a 19 anos e 11 meses de prisão, pelos crimes de homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver.
Posteriormente, em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 16 anos e três meses.
Após cumprir aproximadamente dez anos de prisão, Elize deixou a Penitenciária de Tremembé, no interior paulista, em maio de 2022, passando ao regime de liberdade condicional.
Desde a morte de Marcos, ela busca na Justiça a retomada do contato com a filha.
Na ocasião em que deixou a prisão, Elize declarou, por meio de seu advogado:
“Infelizmente não posso consertar o que se passou, o erro que cometi. Estou tendo uma segunda chance, infelizmente o Marcos não. Mas eu acredito na espiritualidade, que ele já tenha me perdoado e peço isso todas as vezes em minhas orações.”





