Governador eleito do Paraná criticou a determinação de Alexandre de Moraes para apreensão dos passaportes do senador e afirmou que o Brasil está distante da normalidade institucional.
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), manifestou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a notícia de que o parlamentar deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, depois de perder a disputa pela Presidência da República nas eleições de domingo (25).
Em publicações realizadas na rede social X, nesta quarta-feira (28), Moro classificou como “compreensível” a decisão de Flávio de sair do país e questionou a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o senador entregasse seus passaportes.
As declarações ampliaram a repercussão política do episódio, que envolve a saída do ex-candidato presidencial do território brasileiro após o segundo turno das eleições de 2026.
Moro questiona decisão de Alexandre de Moraes
Na primeira manifestação, Sergio Moro criticou a medida judicial relacionada aos documentos de viagem de Flávio Bolsonaro.
O governador eleito destacou a votação recebida pelo senador na eleição presidencial e questionou a situação institucional do país.
“Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional. No contexto, Flávio deixar o país é compreensível”, escreveu Moro.
A declaração representa a avaliação política do governador eleito sobre a decisão judicial e a saída do senador.
Governador eleito fala em refugiados políticos
Em outra publicação, Moro afirmou que brasileiros envolvidos em disputas políticas e judiciais passaram a buscar permanência em outros países.
“O Brasil se tornou um país com refugiados políticos no exterior”, declarou.
O governador eleito também mencionou pedidos de extradição envolvendo brasileiros no exterior e afirmou que países como Itália, Espanha e Estados Unidos teriam recusado solicitações apresentadas pelo governo brasileiro.
“Itália, Espanha e Estados Unidos, todos denegaram o atendimento a pedidos de extradição enviados pelo Governo Lula. Com Flávio Bolsonaro não será diferente”, escreveu.
A afirmação sobre um eventual pedido de extradição de Flávio Bolsonaro é uma projeção feita por Moro. As informações apresentadas não confirmam a existência de uma solicitação formal de extradição contra o senador.





