Morre Carlos Monforte, um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro, aos 77 anos
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Morre Carlos Monforte, um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro, aos 77 anos

31/08/2026 | 16:40 Por Redação MZ

Jornalista fez história na TV brasileira, comandou o Bom Dia Brasil e se tornou um dos primeiros âncoras do telejornalismo nacional

O jornalismo brasileiro perdeu nesta segunda-feira (31) um de seus nomes mais marcantes. Carlos Monforte morreu aos 77 anos, deixando uma trajetória de décadas na televisão e uma importante contribuição para a história do telejornalismo no país.

A morte do jornalista foi divulgada nesta segunda-feira. A causa não foi oficialmente informada, mas Monforte fazia tratamento contra um câncer.

Com uma carreira construída ao longo de quase quatro décadas na TV Globo e na GloboNews, Carlos Monforte se tornou um dos principais nomes do jornalismo brasileiro e ajudou a consolidar a figura do âncora na televisão nacional.

Primeiro apresentador do Bom Dia Brasil

Carlos Monforte entrou na TV Globo em 1978, inicialmente como repórter em São Paulo. Ao longo dos anos, assumiu funções cada vez mais importantes dentro da emissora.

Em 1982, passou a atuar como editor de política do Jornal da Globo e também assumiu a apresentação e a edição do Bom Dia São Paulo.

No ano seguinte, em 1983, Monforte fez história ao se tornar o primeiro apresentador e editor-chefe do recém-criado Bom Dia Brasil.

Ele permaneceu durante nove anos à frente do telejornal e participou de uma fase importante da consolidação do jornalismo matinal na televisão brasileira.

Um dos primeiros âncoras do Brasil

Carlos Monforte era considerado um dos pioneiros da função de âncora no telejornalismo brasileiro.

Para ele, porém, o papel desempenhado por um âncora no Brasil era diferente daquele tradicionalmente conhecido nos Estados Unidos.

Monforte explicou, em entrevista ao projeto Memória Globo, que o profissional brasileiro também tinha participação direta nas decisões editoriais do jornal, ajudando a definir o conteúdo e a organização das notícias apresentadas ao público.

Essa característica marcou sua trajetória profissional e ajudou a consolidar seu nome como uma das referências do jornalismo televisivo brasileiro.

Carreira também passou pela GloboNews

Após uma passagem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Monforte retornou à Globo como repórter especial em Brasília.

Mais tarde, passou a integrar a GloboNews, onde teve uma longa trajetória profissional.

Ao longo dos anos, trabalhou como coordenador, apresentou o Jornal das Dez e participou de outros programas jornalísticos da emissora.

Carlos Monforte deixou o grupo Globo em 2016, após décadas dedicadas ao jornalismo.

Carreira ficou marcada pelo episódio da parabólica

Entre os episódios mais conhecidos de sua trajetória está o chamado “escândalo da parabólica”, ocorrido em 1994.

Na ocasião, uma conversa informal entre Monforte e o então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, acabou sendo captada por espectadores que utilizavam antenas parabólicas.

O episódio ganhou grande repercussão nacional e marcou um dos momentos políticos mais lembrados da década de 1990, culminando posteriormente na saída de Ricupero do governo.

Com uma trajetória que atravessou diferentes fases da televisão brasileira, Carlos Monforte deixa um legado importante para o jornalismo nacional e para a história do telejornalismo no país.