O número de adultos brasileiros com obesidade cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (28).
No mesmo período, também houve crescimento significativo de outras condições crônicas, como diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão (31%). A pesquisa apresenta um retrato da população brasileira sobre fatores de proteção e de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, com hábitos alimentares e prática de atividades físicas.
Os dados da Vigitel apontam, ainda, para mudanças nos padrões de exercício físico. A prática de atividade física de deslocamento caiu de 17%, em 2009, para 11,3% em 2024. Isso significa que as pessoas estão se deslocando menos a pé e usando mais transporte público e/ou privado.
Por outro lado, a proporção de adultos que realizam atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%.
Os padrões de alimentação também sofreram mudanças. Segundo o Ministério da Saúde, o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável, em torno de 31% da população.
Além disso, pela primeira vez, o Vigitel apresentou dados nacionais sobre o sono: 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres.





