A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a Operação Helvetia para investigar um grupo suspeito de aliciar mulheres em Pernambuco com falsas promessas de trabalho no exterior e submetê-las à exploração sexual na Suíça.
Segundo as investigações, as vítimas eram atraídas no Brasil com ofertas de emprego fora do país. Depois de chegarem ao destino, porém, teriam enfrentado ameaças, pressão psicológica e exploração sexual.
A operação foi realizada por agentes da Polícia Federal em Pernambuco, que cumpriram mandados de busca e apreensão em três endereços nos municípios de Limoeiro e Paudalho.
Vítimas eram obrigadas a enviar dinheiro ao Brasil
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, as mulheres também seriam obrigadas a repassar ao Brasil parte substancial dos valores obtidos durante a exploração.
A investigação busca identificar os responsáveis pelo aliciamento, pela logística internacional e pela movimentação dos recursos financeiros.
A suspeita é de que o grupo utilizava mecanismos para ocultar os valores obtidos com a atividade criminosa e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Justiça determina bloqueio de bens
Além das buscas, a 4ª Vara Federal de Pernambuco determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros superiores a R$ 1 milhão.
A medida tem como objetivo atingir o patrimônio relacionado às atividades investigadas e avançar na apuração de possíveis crimes financeiros.
Os investigados poderão responder por tráfico internacional de pessoas para exploração sexual, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Conforme as informações divulgadas, as penas previstas para os crimes investigados podem ultrapassar 30 anos de prisão, dependendo do enquadramento e das condenações.
Investigação pode alcançar outros envolvidos
A Polícia Federal não descarta a existência de outros crimes e possíveis participantes na estrutura investigada.
A Operação Helvetia busca esclarecer como funcionava o recrutamento das mulheres, a organização das viagens e o destino dos recursos enviados ao Brasil.
O caso chama atenção para o funcionamento de redes internacionais de tráfico de pessoas que utilizam falsas oportunidades de emprego para atrair vítimas e submetê-las à exploração fora do país.
As investigações continuam, e os suspeitos permanecem sujeitos à presunção de inocência.





