A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (19) um mandado de busca e apreensão contra Humberto Fontoura Pradera, ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ), investigado por suspeita de repassar informações sigilosas ao advogado Willer Tomaz, conhecido por sua proximidade com o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apura possível violação de sigilo funcional. Pradera ocupava um cargo comissionado e foi exonerado na sexta-feira (16).
Conforme informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a investigação apura o possível compartilhamento de dados sobre procedimentos internos e de uma imagem de documento antes de sua divulgação oficial. Em um dos episódios investigados, uma fotografia mostraria um documento de 17 páginas, registrada quatro dias antes de sua assinatura e publicação.
O STJ informou que seu presidente, Luis Felipe Salomão, tomou conhecimento do caso e abriu procedimento interno. Como o investigado ocupava cargo de confiança, ele foi exonerado. O tribunal afirmou que as medidas criminais estão em andamento sob sigilo.
Willer Tomaz negou ter acessado irregularmente decisões judiciais ou pareceres do Ministério Público Federal e também negou qualquer interferência em manifestações de órgãos públicos.
A investigação ainda está em andamento. As suspeitas precisam ser apuradas pelas autoridades, e os fatos apresentados não representam, por si só, comprovação de culpa dos investigados.





