doria-Geral da República (PGR) deve rejeitar nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A expectativa é compartilhada por fontes envolvidas nas discussões sobre o caso.
A decisão ocorre após a Polícia Federal recusar pela segunda vez os termos apresentados por Vorcaro durante as negociações para uma possível colaboração premiada.
Resposta será encaminhada ao STF
A manifestação da PGR será enviada formalmente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso. Conforme previsto na legislação que regulamenta acordos de colaboração premiada, a resposta será apresentada por escrito e de forma fundamentada.
Na última quinta-feira (11), a Polícia Federal encaminhou aos advogados de Vorcaro a comunicação oficial informando a rejeição dos anexos e documentos apresentados pelo empresário aos investigadores.
Segundo avaliações realizadas tanto pela PF quanto por integrantes do Ministério Público, as informações oferecidas não seriam suficientes para justificar um acordo de delação, uma vez que não acrescentariam elementos novos às investigações já conduzidas pelos órgãos responsáveis.
Possível retorno à Papuda
Com a tendência de rejeição da proposta também pela Procuradoria-Geral da República, abre-se caminho para que o ministro André Mendonça decida pelo retorno de Daniel Vorcaro ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
O empresário permaneceu na unidade prisional até março deste ano, quando foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal em razão das negociações relacionadas ao acordo de colaboração.
De acordo com fontes próximas às discussões, a PGR não deverá se manifestar sobre o destino de Vorcaro após o encerramento das negociações. No entanto, a negativa formal ao acordo pode influenciar diretamente a análise do Supremo sobre sua situação prisional.
Negociações ocorreram em duas etapas
Desde a transferência para a sede da Polícia Federal, em março, foram realizadas duas tentativas de negociação envolvendo a possibilidade de colaboração premiada.
Na primeira rodada de conversas, apesar da recusa inicial da Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República optou por manter as negociações abertas para que uma nova proposta fosse apresentada.
Agora, segundo fontes ligadas ao caso, tanto a Polícia Federal quanto a PGR caminham para o mesmo entendimento sobre a insuficiência das informações apresentadas por Vorcaro.





