Ação da Polícia Civil em Sengés investigou seis suspeitos de caçar animais silvestres em propriedades rurais. Espingardas, radiocomunicadores e equipamentos utilizados nas caçadas foram apreendidos.
Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) contra a caça ilegal de animais silvestres terminou com um homem preso em flagrante e a apreensão de armas de fogo, 49 munições e equipamentos de comunicação, nesta quarta-feira (4 de novembro), em Sengés, nos Campos Gerais.
A ação ocorreu após investigações que identificaram seis pessoas suspeitas de participar de atividades de caça ilegal em propriedades rurais do município.
Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em três residências localizadas no bairro Ouro Verde, onde encontraram espingardas, armas de pressão, aparelhos celulares, radiocomunicadores e outros objetos relacionados à investigação.
Suspeitos teriam invadido fazenda para caçar animais silvestres
As investigações começaram após registros de possíveis crimes ambientais em uma propriedade rural situada no bairro Rio Claro, em Sengés.
Segundo a Polícia Civil, os episódios investigados aconteceram em abril e julho de 2026, quando integrantes do grupo teriam entrado irregularmente na fazenda para capturar e abater animais silvestres.
Em uma das ocorrências, foram encontrados restos de um animal identificado no relatório policial como veado-campeiro.
Durante a apuração, os investigadores identificaram seis suspeitos que, conforme a polícia, utilizavam armas longas, cães e equipamentos de comunicação para realizar as caçadas.
Grupo organizava caçadas por aplicativos de mensagens
O delegado Isaias Fernandes, responsável pelas informações sobre a investigação, explicou que a Polícia Civil também encontrou indícios de planejamento das atividades por meio de aplicativos de mensagens.
Segundo a apuração, os envolvidos supostamente utilizavam essas plataformas para combinar datas e definir os locais onde as caçadas seriam realizadas.
Os policiais também identificaram o possível uso de radiocomunicadores para facilitar a comunicação entre os participantes durante as ações.
As informações reunidas contribuíram para a identificação dos endereços investigados e para o cumprimento das ordens judiciais.
Polícia apreendeu espingardas, munições e radiocomunicadores
Durante as buscas no bairro Ouro Verde, os policiais localizaram diferentes materiais em três imóveis.
Na primeira residência, foram apreendidos:
- Uma espingarda calibre .20;
- Quatro radiocomunicadores;
- Um aparelho celular.
O morador foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.
No segundo endereço, os agentes encontraram:
- Dois aparelhos celulares;
- Uma carabina de pressão calibre 5,5 milímetros, equipada com luneta.
Na terceira residência, foram apreendidos:
- Uma espingarda calibre .32, sem identificação de marca ou numeração;
- Uma arma de pressão com luneta telescópica;
- 49 munições calibre .32;
- Dois apitos utilizados em atividades de caça;
- Um aparelho celular.
O morador do terceiro imóvel recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo.
Investigação apura participação de seis suspeitos
A Polícia Civil informou que os objetos apreendidos serão analisados para esclarecer a participação de cada investigado nas atividades suspeitas.
O trabalho também busca identificar possíveis outras ocorrências de caça ilegal em propriedades rurais de Sengés e de outros pontos dos Campos Gerais.
Até o momento, a prisão confirmada durante a operação está relacionada à posse irregular de arma de fogo.
A eventual responsabilização dos investigados por crimes ambientais dependerá dos resultados das apurações.
Como denunciar casos de caça ilegal no Paraná?
A Polícia Civil reforça que a população pode contribuir com informações sobre a captura, perseguição ou abate ilegal de animais silvestres.
As denúncias podem ser realizadas pelos seguintes canais:
- 197: Polícia Civil do Paraná;
- 181: Disque-Denúncia, com possibilidade de anonimato;
- 190: Polícia Militar, para situações de flagrante ou emergência.
A colaboração da população pode ajudar as autoridades a identificar suspeitos e combater crimes contra a fauna silvestre.




