PR: Médico e três profissionais de enfermagem são denunciados após morte de criança de 4 anos em hospital
Policial

PR: Médico e três profissionais de enfermagem são denunciados após morte de criança de 4 anos em hospital

16/10/2026 | 10:00 Por Redacao

Menino morreu após passar a noite em observação em uma unidade hospitalar de Joaquim Távora. Ministério Público aponta possíveis falhas no atendimento e investiga problemas na estrutura do serviço de saúde.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou quatro profissionais de saúde por homicídio culposo após a morte de uma criança de apenas 4 anos, em um hospital de Joaquim Távora, no Norte Pioneiro do Paraná.

Entre os denunciados estão um médico, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem. O caso aconteceu em junho de 2026, quando o menino foi levado à unidade hospitalar apresentando sintomas gripais.

Segundo o Ministério Público, a criança permaneceu em observação durante a noite, mas morreu na manhã seguinte. Um exame apresentou resultado positivo para influenza.

Ministério Público aponta possíveis falhas no atendimento

De acordo com a denúncia, os profissionais teriam deixado de adotar medidas necessárias para o atendimento adequado da criança.

A acusação também aponta a ausência de acompanhamento contínuo durante o período em que o paciente permaneceu em observação.

Os quatro profissionais foram denunciados por homicídio culposo, caracterizado quando não existe intenção de matar.

O MPPR solicitou ainda o aumento da pena em razão da suposta inobservância de regras técnicas das respectivas profissões.

A Promotoria de Justiça também pediu que seja estabelecido um valor mínimo de indenização pelos danos causados à família da criança.

Hospital também é alvo de investigação

Além da responsabilização criminal dos profissionais, o Ministério Público investiga possíveis problemas estruturais e organizacionais na unidade hospitalar.

Entre as situações apuradas estão:

  • Presença de apenas um médico clínico geral durante o plantão, sem retaguarda pediátrica.
  • Ausência de protocolos específicos para atendimentos de urgência infantil.
  • Falta de reavaliações médicas periódicas de pacientes em observação.
  • Possíveis falhas na classificação de risco durante a triagem.
  • Ausência de procedimentos formais para comunicação e transferência de crianças em estado grave.
  • Problemas nos registros médicos e de enfermagem.
  • Suspeita de alterações de informações no sistema eletrônico de prontuários.

Justiça deverá analisar a denúncia

A denúncia apresentada pelo Ministério Público busca a responsabilização dos quatro profissionais pela morte da criança.

As investigações sobre as condições de atendimento hospitalar também continuam, incluindo a análise de possíveis falhas nos procedimentos adotados pela unidade.

A apresentação da denúncia não representa condenação. A responsabilidade dos profissionais deverá ser examinada pela Justiça, com direito à ampla defesa e ao contraditório.