R$ 36,9 MILHÕES NA MIRA DO GAECO: INVESTIGAÇÃO APURA DESVIO DE RECURSOS QUE DEVERIAM AJUDAR ENTIDADES BENEFICENTES
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R$ 36,9 MILHÕES NA MIRA DO GAECO: INVESTIGAÇÃO APURA DESVIO DE RECURSOS QUE DEVERIAM AJUDAR ENTIDADES BENEFICENTES

27/10/2026 | 17:23 Por Redação MZ

Uma investigação do Ministério Público do Paraná (MPPR) colocou R$ 36,9 milhões no centro de um caso que envolve recursos destinados a instituições beneficentes. A Operação Samaritano, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apura suspeitas de desvio de dinheiro e lavagem de recursos provenientes da comercialização de títulos de capitalização filantrópica.

Na segunda-feira (26), foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Londrina, Ibiporã e Maringá, no Paraná, além da cidade de São Paulo e de Itupeva, no interior paulista. A Justiça também determinou o bloqueio de valores e o sequestro de imóveis até o limite de R$ 36.913.661,48.

Hospitais e Apaes aparecem entre as possíveis vítimas

Entre as instituições apontadas como possíveis vítimas estão a Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), a Irmandade Santa Casa de Londrina e o Hospital do Câncer de Londrina.

Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, a suspeita é de que uma distribuidora de títulos de capitalização sediada em Londrina tenha retido parte dos recursos que deveriam ser destinados às entidades beneficiárias.

Os investigadores apuram se despesas teriam sido artificialmente elevadas por meio de notas fiscais sem comprovação dos serviços, documentos duplicados ou cobranças relacionadas a outras empresas ligadas aos investigados.

Transferências milionárias estão sob análise

Conforme os dados reunidos pelo Ministério Público, a Santa Casa de Londrina transferiu R$ 33,16 milhões à distribuidora entre março de 2020 e maio de 2022. Já o Hospital do Câncer de Londrina repassou R$ 3,75 milhões entre julho de 2020 e abril de 2021.

A investigação também procura esclarecer se empresas relacionadas ao grupo teriam sido utilizadas para movimentar os valores e ocultar sua origem. Entre as hipóteses examinadas está a aquisição de imóveis e veículos por meio de empresas registradas em nome de familiares dos sócios.

O que acontece agora?

A Justiça autorizou medidas patrimoniais para preservar valores e bens enquanto as autoridades aprofundam a apuração. Os possíveis crimes investigados incluem apropriação indébita, estelionato contra entidades beneficentes, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público ressalta que a venda de títulos de capitalização na modalidade filantrópica é uma atividade legal e regulamentada. O foco da investigação são possíveis irregularidades na destinação dos recursos, e as instituições beneficentes citadas são tratadas como possíveis vítimas.

O processo tramita sob segredo de Justiça. Até o momento, as suspeitas ainda estão em investigação e não representam condenação dos envolvidos.

A MZ Notícias acompanha os desdobramentos da Operação Samaritano e os próximos passos para esclarecer o destino dos valores investigados.