O ministro Dias Toffoli solicitou à PGR (Procuradoria-Geral da República) que avalie se a investigação acerca da suposta contratação de influenciadores pelo Banco Master para atacar o Banco Central deve ficar no STF (Supremo Tribunal Federal) ou ser remetida à primeira instância.
Após a manifestação da Procuradoria, o magistrado deve decidir se é competência do Supremo ou não apurar o caso.
Nesta semana, Toffoli atendeu pedido da Polícia Federal e instaurou um inquérito para apurar a enxurrada de ataques que a autoridade monetária sofreu após determinar a liquidação extrajudicial do Master.
A PF traçou uma linha do tempo em relação a publicações de influenciadores digitais contra o BC, entre 9 de dezembro do ano passado e 6 de janeiro deste ano, e identificou ao menos 40 perfis que podem ter sido contratados no chamado “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro, para defender seu banco, o Master.
Os perfis são de influenciadores das mais variadas áreas, como entretenimento, celebridades e um ou outro de finanças.
Os conteúdos, quase todos com o mesmo tom e formato, têm os discursos de que “pessoas comuns serão prejudicadas com o ‘desmoronamento’ do Master”, que havia “indícios de precipitação na liquidação do Master” [pelo Banco Central] e que “o banco foi liquidado em tempo considerado incomum”.





