Presidente dos Estados Unidos afirmou que também pretende cobrar indenizações do governo iraniano por mortes e feridos em conflitos envolvendo o país
A tensão diplomática entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (10). O presidente americano, Donald Trump, ironizou a exigência feita por Teerã de uma indenização como condição para a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o comércio mundial de petróleo.
Por meio da rede social Truth Social, Trump rebateu a proposta iraniana e afirmou que também pretende exigir indenizações do regime iraniano. Segundo o presidente americano, os valores seriam destinados a reparar famílias de pessoas que morreram ou ficaram feridas em conflitos envolvendo o Irã.
Trump reage à exigência iraniana
Em sua publicação, Trump classificou a proposta de Teerã como uma ideia interessante e afirmou que passará a cobrar indenizações do Irã por pessoas mortas ou gravemente feridas em ataques atribuídos ao país.
O presidente americano também mencionou a morte de centenas de milhares de manifestantes que, segundo ele, teriam sido vítimas de conflitos e repressão ao longo dos últimos 50 anos.
Trump afirmou ainda que orientou sua equipe a incluir a questão das indenizações em futuras negociações com o governo iraniano.
Irã apresenta condições para reabrir o Estreito de Ormuz
No fim de semana, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou uma lista com seis condições para permitir a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz.
Entre as exigências apresentadas estão o fim definitivo da guerra, a suspensão do bloqueio naval, a retirada das forças americanas da região e o pagamento de indenizações pelos danos provocados pelo conflito.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã também reafirmou que não pretende realizar conversas diretas com os Estados Unidos.
Estreito de Ormuz é estratégico para o petróleo
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas utilizadas para o transporte de petróleo e outros produtos energéticos no mundo. Qualquer restrição ao tráfego na região pode provocar impactos no comércio internacional e aumentar a preocupação dos mercados em relação ao fornecimento de combustíveis.
A disputa entre Washington e Teerã ocorre em meio ao agravamento das tensões entre os dois países e às negociações sobre as condições para a circulação de embarcações pela região.




