O Parlamento Europeu aprovou nesta terça‑feira (16) um texto que proíbe o uso da expressão “carne vegetal” em rótulos de produtos à base de plantas. A medida foi apresentada como forma de evitar que consumidores confundam alimentos vegetais com carne de origem animal e, assim, proteger o setor pecuário.
A proposta elimina a palavra “carne” de qualquer denominação genérica e inclui uma lista de termos proibidos, como “vitela”, “porco”, “frango”, “peru”, “pato” e “cordeiro”. Também define carne como “partes comestíveis de animais”, vedando a aplicação do rótulo a produtos cultivados em laboratório ou produzidos a partir de células.
A iniciativa encontrou forte resistência de varejistas alemães, que lideram o mercado europeu de alternativas vegetais, além de ambientalistas e grupos de defesa do consumidor. Mesmo assim, a lei mantém expressões como “hambúrguer vegetariano” e “salsicha vegetal”, após acordo alcançado em março entre eurodeputados e representantes dos Estados‑membros.
Segundo a BEUC, a compra de substitutos vegetais na UE cresceu cinco vezes desde 2011, impulsionada por preocupações com bem‑estar animal, impacto ambiental da pecuária e saúde. A norma deverá entrar em vigor até o fim do próximo ano, enquanto se iniciam as negociações da próxima política agrícola comum, revisada a cada sete anos.





