Universidade do Paraná ensina a criar abelhas nativas como ‘pets de baixa manutenção’
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Universidade do Paraná ensina a criar abelhas nativas como ‘pets de baixa manutenção’

12/03/2026 | 09:00 Por Gabriel Vinicius Cabral

Com baixo custo e pouco trabalho no dia a dia, ter abelhas em casa se tornou uma opção para quem deseja um “pet de baixa manutenção”. As espécies nativas do Brasil não têm ferrão e, apesar de serem animais silvestres, não existe necessidade de uma licença ambiental para pequenas criações. A prática, inclusive, é incentivada por especialistas.

Em Umuarama, no noroeste do Paraná, o Campus Regional da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desenvolve ações para estimular a criação como forma de conservar espécies nativas ameaçadas de extinção. Valdir Zucareli é responsável pelos meliponários do local e explica que as abelhas sem ferrão são inofensivas e dóceis.

Abelhas-sem-ferrão pertencem à tribo Meliponinos, por isso o local onde elas são criadas se chama Meliponário. Elas são cruciais para a polinização da flora nativa e produzem menos mel, mas com valor medicinal e gastronômico mais alto. As abelhas com ferrão pertencem ao gênero Apis, como a Apis mellifera ou africanizada. Elas são criadas em Apiários, principalmente para alta produção de mel, própolis e cera em larga escala.

Segundo o especialista, a mais conhecida e indicada para quem quer começar a criar abelhas como pet são as da espécie Jataí. Contudo, na região norte e noroeste do Paraná, também é comum a aparição das Mandaçaias, Mirins e Mandaguaris – esta última, aliás, dá nome a uma cidade da região, devido à incidência deste tipo de abelha.

Embora exista no Brasil um mercado para a meliponicultura como negócio, Zucareli destaca que, na criação de abelhas como pet, o foco não é a produção de mel nem a geração de renda. Nesse caso, os objetivos são a recreação, a observação e a conservação da espécie. E pessoas de todas as idades podem cuidar de uma colmeia.