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Justiça proíbe entrada de Cieslak na Câmara de Vereadores e na Prefeitura de PG

12/06/2023 | 16:43 Por Redação MZ Modificado em 12, junho, 2023 6:33

 

O Poder Judiciário determinou que o vereador Celso Cieslak (PRTB) está proibido de entrar na  Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG)  e também na Prefeitura da cidade. O parlamentar foi oficialmente afastado do cargo nesta segunda-feira (12) após leitura do oficio assinado pela juiz de Direito, Dr. Rafael de Carvalho Paes Leme. A leitura do documento foi realizada pelo vice-presidente da Câmara, Daniel Milla (PSD), devido à ausência do presidente Felipe  Chociai (PSD).

Além da proibição, Celso não poderá acessar nenhum sistema online e tampouco entrar em prefeituras e câmaras do Estado do Paraná. Também foram alvos da proibição, os servidores públicos, Jean Carlos de Britto e Marcus Vinicius Gobbo. Agora cabe ao presidente da Casa Leis a garantia da exigência determinada pelo Poder Judiciário.

Operação Pactum

Na semana passada, a operação Pactum realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Ponta Grossa, Palmeira, Lapa, Curitiba, Guaratuba e Balneário Camboriú (SC), no âmbito da Operação Pactum. Entre os locais, estava o gabinete do vereador Celso Cieslak, na Câmara Municipal de Ponta Grossa.

Foram apreendidos telefones celulares, documentos, veículos de luxo, obras de arte e dinheiro em espécie. Houve uma prisão em flagrante por porte irregular de arma de fogo de uso restrito.

As investigações, do núcleo do Gaeco em Ponta Grossa, apuram a existência de organização criminosa composta por agentes políticos, servidores públicos e empresários, voltada à prática dos crimes de fraude a licitações, tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Tiveram início em novembro de 2022, a partir de declarações de um vereador ponta-grossense, então relator de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava o sistema de saúde no município, noticiando que Cieslak teria oferecido R$ 300 mil para modificar pontos do relatório final da CPI, lançando ainda a suspeita da existência de um esquema de propina envolvendo licitações para a compra de livros por diversas prefeituras e câmaras municipais, inclusive nos estados de Santa Catarina e São Paulo.

No curso das investigações, confirmaram-se indícios de um esquema de propina e direcionamento de licitações nas áreas de shows e eventos, de contratação de empresas para projeto de recuperação tributária e de compra de livros.

As ordens de busca e apreensão foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa, que também determinou o afastamento do mandato do vereador e o afastamento da função pública de um servidor municipal, ambos de Ponta Grossa, até o encerramento das investigações.

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