Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta‑feira, adiar novamente a sessão que analisaria o pedido de indenização contra a apresentadora Xuxa Meneghel. O novo prazo ainda não foi divulgado, mantendo o caso em suspenso.
A ação foi ajuizada em 1997, quando o publicitário Léo Soltz acusou Xuxa de violar direitos de imagem ao utilizar sua foto em campanha publicitária sem autorização. Desde então, o processo tem trilhado diversas instâncias, sem chegar a uma sentença definitiva.
Advogados de ambas as partes apontam a complexidade das provas e a necessidade de perícia especializada como fatores que retardam o julgamento. Enquanto isso, Xuxa tem mantido a postura de que não há débito a ser pago, e Soltz insiste que o valor da indenização deve ser fixado com base nos prejuízos sofridos.
Para a comunidade jurídica de Ponta Grossa, o caso serve de alerta sobre a importância da proteção de direitos de imagem e da celeridade processual. O prolongamento de 26 anos evidencia lacunas que o Poder Judiciário do Paraná busca corrigir, sobretudo em demandas envolvendo figuras públicas.





