Um morador de Ponta Grossa, em viagem a trabalho, criou uma conta no Grindr para buscar companhia e acabou marcando um encontro na zona fronteiriça de Foz do Iguaçu. O plano era se encontrar com o interlocutor na frente de um motel, seguir para um jantar e retornar ao Brasil.
Ao chegar à Cidade do Leste, no Paraguai, o homem foi abordado por um motociclista que o desviou do ponto combinado. Foi conduzido a um beco arborizado no bairro San Rafael, onde aguardavam cinco homens armados. Os criminosos o agrediram, retiraram o celular e, sob ameaça de morte, forçaram-no a desbloquear o aparelho.
Durante mais de 12 horas, a vítima foi mantida em cativeiro, recebendo ordens para abrir contas, solicitar empréstimos e transferir recursos. O total das operações fraudulentas chegou a cerca de R$ 100 mil, valor que ainda não foi totalmente reconhecido pelos bancos. Os sequestradores repetiam que a vida do homem seria jogada no Rio se ele não colaborasse.
A situação só terminou quando os agressores o deixaram em uma viela. O homem reconheceu a região, dirigiu‑se à Ponte da Amizade e procurou a Polícia de Turismo paraguaia, registrando a ocorrência. No Brasil, também fez boletim de ocorrência e a Polícia Civil do Paraná abriu investigação.
Em nota, o Grindr repudiou o uso da plataforma para crimes, destacou a colaboração com as autoridades e reforçou orientações de segurança, como a realização de videochamadas antes do primeiro encontro, escolha de locais públicos e compartilhamento de localização em tempo real.




