Investigados foram presos preventivamente após investigação apontar que atraíram a vítima para uma propriedade rural, onde ela teria sido dopada e violentada.
Suspeitos foram presos durante operação policial
Dois homens, de 45 e 50 anos, foram presos preventivamente na quarta-feira(8), investigados pelo crime de estupro de vulnerável. As prisões ocorreram no município de Imbituva, onde os suspeitos foram localizados após o avanço das investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Ipiranga.
Após o cumprimento dos mandados judiciais, ambos foram encaminhados ao sistema penitenciário de Ponta Grossa, onde permanecem à disposição da Justiça.
Vítima foi atraída com promessa de trabalho
O crime aconteceu no dia 27 de junho de 2026. Conforme as investigações, a vítima, uma mulher de 34 anos com histórico de vulnerabilidade psíquica e econômica e acompanhada pelo CREAS, foi atraída pelos investigados sob a promessa de receber uma quantia em dinheiro para realizar um suposto trabalho doméstico em uma chácara localizada na zona rural de Ipiranga.
Durante o deslocamento até o local, os suspeitos teriam oferecido à mulher uma substância psicotrópica disfarçada em um doce. Segundo a investigação, a vítima teve a consciência e a capacidade de reação severamente reduzidas em razão da dopagem.
Mulher reagiu e conseguiu escapar
Ao chegarem à propriedade rural, a mulher teria sido agredida, despida e submetida a abusos sexuais praticados pelos dois investigados.
Ao recuperar parcialmente a consciência e perceber a situação, ela reagiu em legítima defesa. Conforme a apuração, a vítima encontrou um copo de vidro no chão e atingiu o braço esquerdo de um dos suspeitos, conseguindo interromper as agressões.
Em seguida, os homens passaram a agredi-la com socos, chutes e manobras de esganamento. Mesmo ferida, a mulher conseguiu fugir correndo por uma estrada rural e buscou ajuda em uma propriedade vizinha. O morador prestou socorro e a encaminhou imediatamente ao hospital.
Perícias reforçaram as investigações
A investigação foi reforçada por laudos periciais que apontaram indícios de violência sexual e lesões corporais, além da análise de imagens de câmeras de monitoramento da região.
Também foi considerado o prontuário médico que confirmou o atendimento de um dos investigados por um ferimento no braço, compatível com a lesão provocada pelo copo de vidro utilizado pela vítima durante a fuga.
Segundo a investigação, os dois suspeitos possuem antecedentes relacionados a crimes de violência de gênero e comportamento agressivo reincidente. Diante da gravidade do caso e do risco à integridade da vítima, a Justiça autorizou a prisão preventiva dos investigados.





