Tarifa de 25% dos EUA deve afetar 75% das exportações do Paraná, aponta Fiep
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Tarifa de 25% dos EUA deve afetar 75% das exportações do Paraná, aponta Fiep

23/07/2026 | 10:48 Por Redacao

Federação das Indústrias do Paraná estima impactos sobre produção, investimentos e empregos com a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos.

Exportações paranaenses devem perder competitividade

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) estima que cerca de 75% das exportações do Estado para os Estados Unidos serão afetadas pela nova tarifa adicional de 25% confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Segundo a entidade, as exportações da indústria paranaense para o mercado norte-americano somaram aproximadamente US$ 1,3 bilhão em 2025, volume que poderá sofrer impactos com a entrada em vigor da medida.

Em nota oficial, a Fiep afirmou que a sobretaxa reduzirá a competitividade de diversos produtos paranaenses no mercado internacional, podendo provocar reflexos sobre investimentos, produção e geração de empregos no Estado.

Setores madeireiro, cerâmico e moveleiro estão entre os mais afetados

De acordo com a federação, os principais impactos devem atingir produtos da cadeia madeireira, como madeira serrada, compensados, molduras, portas e parte dos pisos de madeira.

Também estão entre os segmentos afetados os fabricantes de revestimentos cerâmicos, móveis e produtos do setor de papel.

Alguns produtos ficaram fora da sobretaxa

A Fiep destacou que alguns produtos conseguiram ser incluídos na lista de exceções da medida norte-americana, preservando a competitividade desses setores.

Entre os itens isentos da tarifa adicional estão a tilápia, o café solúvel, o mel e o couro.

Apesar disso, a entidade ressalta que a maior parte da pauta exportadora industrial do Paraná continuará sujeita à nova tributação.

Federação pede retomada das negociações

A Fiep informou que participou da audiência pública realizada em Washington, nos dias 6 e 7 de julho, defendendo os interesses da indústria paranaense.

Com a entrada em vigor das novas tarifas prevista para 22 de julho, a entidade solicita que os governos do Brasil e dos Estados Unidos retomem as negociações o mais rapidamente possível para buscar a reversão da medida.

Tarifa será somada aos impostos já existentes

A nova cobrança será aplicada de forma adicional às alíquotas de importação já vigentes.

Na prática, um produto que atualmente paga 5% de imposto para ingressar no mercado norte-americano passará a recolher 30%, considerando a alíquota original acrescida da sobretaxa de 25%.