Medida Provisória cria o Plano Brasil Soberano III, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES para ampliar o crédito a empresas e exportadores.
Governo anuncia nova etapa do Plano Brasil Soberano
O governo federal editou uma Medida Provisória que institui o Plano Brasil Soberano III, destinando R$ 18,5 bilhões para apoiar exportadores e setores produtivos afetados por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e por conflitos internacionais.
A iniciativa busca fortalecer empresas impactadas pelas medidas tarifárias norte-americanas e ampliar o acesso ao crédito para diferentes segmentos da economia.
Recursos somam R$ 18,5 bilhões
O programa contará com R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional, incluindo saldos remanescentes de edições anteriores do plano e recursos oriundos de renegociações de dívidas rurais.
Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizará R$ 5 bilhões para complementar as linhas de financiamento.
Plano atenderá três grupos de beneficiários
A Medida Provisória divide os financiamentos em três grupos principais.
O primeiro contempla os setores diretamente atingidos pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, incluindo as cadeias de aço, alumínio, automotiva, móveis, madeira, carvão, máquinas elétricas, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar.
O segundo grupo reúne setores considerados estratégicos para a economia nacional, como as indústrias têxtil, química, de equipamentos de informática, borracha, eletrônicos, máquinas, minerais críticos, farmacêutica, fertilizantes e transporte.
Já o terceiro grupo é voltado aos exportadores que mantêm operações comerciais com países do Golfo Pérsico, entre eles Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Iraque, Kuwait, Irã e Omã.
Linhas de crédito terão taxas diferenciadas
O programa estabelece diferentes condições de financiamento conforme a modalidade de crédito.
As taxas previstas são:
- Giro Grande: 9,80%;
- Giro para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME): 8,30%;
- Giro Exportação: 8,30%;
- Bens de Capital (BK): 8,00%;
- Investimentos: 6,50%;
- Transformação Mineral (Minerais Críticos): 3,00%.
Os grupos 1 e 3 poderão acessar todas as modalidades de financiamento, enquanto o grupo 2 terá acesso às linhas voltadas para investimentos e bens de capital.
Programas anteriores movimentaram bilhões
A primeira edição do Plano Brasil Soberano, lançada em 2025, movimentou R$ 16 bilhões em 1.114 operações de crédito. Segundo o governo, 72% dos contratos atenderam micro, pequenas e médias empresas, enquanto 77% dos recursos foram destinados à indústria de transformação.
Em 2026, a segunda etapa do programa disponibilizou R$ 21 bilhões. Até o momento, já foram contratados R$ 19,5 bilhões, distribuídos entre operações de investimento, capital de giro, exportação e financiamento de bens de capital.





