Tribunal do Júri reconheceu homicídio com dolo eventual pela morte de Ralph Winikes, atingido em um grave acidente na Avenida das Torres, em agosto de 2024.
Tribunal do Júri condena motorista
O Tribunal do Júri de Curitiba condenou Gabriel Rodrigues Freitas, de 30 anos, a 21 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do advogado Ralph Winikes, de 35 anos.
A decisão foi proferida nesta terça-feira (29). O Conselho de Sentença acolheu a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) e reconheceu que o réu praticou homicídio qualificado com dolo eventual, ao assumir o risco de matar ao conduzir o veículo em velocidade extremamente superior à permitida.
BMW trafegava a 181 km/h
Segundo a investigação, Gabriel Rodrigues Freitas dirigia uma BMW a 181 km/h em um trecho da Avenida Comendador Franco (Avenida das Torres), em Curitiba, onde o limite máximo de velocidade era de 70 km/h.
As apurações também apontaram que o motorista conduzia o veículo com o direito de dirigir suspenso.
Colisão provocou incêndio
O acidente ocorreu na noite de 13 de agosto de 2024, quando a BMW atingiu violentamente a traseira do Honda Civic conduzido por Ralph Winikes.
Com o impacto, os dois veículos pegaram fogo.
O advogado sofreu queimaduras graves, permaneceu internado por aproximadamente um mês, mas morreu em decorrência dos ferimentos.
Ministério Público sustentou dolo eventual
Durante o julgamento, o Ministério Público defendeu que o motorista assumiu o risco de provocar a morte de terceiros ao trafegar em velocidade extremamente elevada em uma das principais vias da capital paranaense.
Os jurados também reconheceram as qualificadoras de emprego de meio que resultou em perigo comum e de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o MPPR, a condução da BMW naquela velocidade colocou em risco um número indeterminado de pessoas que utilizavam a Avenida das Torres. Além disso, a colisão traseira em alta velocidade impossibilitou qualquer reação por parte da vítima.
Réu permanecerá preso
Gabriel Rodrigues Freitas, que já estava preso preventivamente durante a tramitação do processo, permanecerá detido para o início do cumprimento da pena imposta pelo Tribunal do Júri.
Foto: Cristiano Vaz / Reprodução





