Funcionária é suspeita de desviar R$ 500 mil de supermercado em Goiás
Policial

Funcionária é suspeita de desviar R$ 500 mil de supermercado em Goiás

14/08/2026 | 09:30 Por Redacao

Jovem de 22 anos recebia R$ 3 mil e teria movimentado valores incompatíveis com sua renda; investigação aponta que desvios podem ocorrer há cerca de dois anos

Uma funcionária de 22 anos é suspeita de desviar cerca de R$ 500 mil do caixa de um supermercado em Aparecida de Goiânia (GO). Segundo a investigação, ela recebia salário de aproximadamente R$ 3 mil, mas mantinha um padrão de vida considerado incompatível com a renda.

Suspeita tinha R$ 60 mil na conta

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a jovem chegou a mostrar a colegas que possuía cerca de R$ 60 mil em sua conta bancária. A Polícia Civil solicitou a quebra do sigilo bancário para investigar a origem e a movimentação dos valores.

A suspeita também teria comprado um carro zero-quilômetro para o namorado.

Diferenças no caixa levantaram suspeitas

As investigações começaram após serem identificadas inconsistências no fechamento de um caixa sob responsabilidade da funcionária.

Em uma das verificações, o caixa movimentou cerca de R$ 14 mil entre dinheiro, Pix e cartões. Desse valor, R$ 1.698,26 deveriam estar disponíveis em espécie, mas apenas R$ 270 foram apresentados para depósito.

Segundo o proprietário do estabelecimento, os desvios podem estar ocorrendo há aproximadamente dois anos.

Jovem foi presa e liberada pela Justiça

A funcionária foi presa na segunda-feira (10), em Aparecida de Goiânia, mas acabou liberada pela Justiça após audiência de custódia.

No dia em que a diferença no caixa foi descoberta, ela teria apresentado versões diferentes para explicar a situação e pediu demissão. Com ela, também foram encontradas anotações que podem ter relação com o suposto esquema.

O nome da jovem e do supermercado não foram divulgados.

A defesa da suspeita afirmou que as informações divulgadas sobre o caso não correspondem aos fatos e que as acusações serão contestadas pelos meios legais.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera