O advogado José Maurício Barros Júnior será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri de Ponta Grossa por suposta participação na execução de Everton Henrique dos Santos, de 35 anos, morto por engano dentro da própria casa, no Jardim Royal, em setembro de 2024.
A Justiça apontou como indícios contra o advogado consultas em sistemas, repasse de informações sobre endereço e mensagens trocadas antes do crime. A investigação aponta que os criminosos procuravam outra pessoa, Helinton Venâncio Cortes, mas teriam chegado à residência de Everton por engano.
Segundo a decisão, José Maurício teria repassado informações sobre o endereço de Helinton a um dos investigados e mantido conversas consideradas suspeitas pela Justiça. A defesa, porém, afirma que o advogado não participou do planejamento ou da execução do homicídio e nega que soubesse de qualquer intenção criminosa.
O advogado foi pronunciado por homicídio qualificado e por duas tentativas de homicídio envolvendo a esposa e a filha de Everton, que estavam na residência no momento dos disparos. A prisão preventiva foi mantida e ainda não há data para o julgamento.
A defesa informou que não pretende recorrer da decisão de pronúncia, buscando acelerar o processo, e declarou confiança na absolvição de José Maurício pelo Tribunal do Júri.





