Perícia afirma que padrões de manchas de sangue e outros elementos encontrados no apartamento são incompatíveis com a hipótese de suicídio; investigação aponta participação de uma segunda pessoa
Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo concluiu que a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana não é compatível com a hipótese de suicídio.
O documento, assinado na terça-feira (1º), aponta que os elementos materiais analisados no local contradizem a versão de que a policial teria tirado a própria vida.
Perícia aponta intervenção de outra pessoa
De acordo com o laudo, a análise dos padrões de manchas de sangue e de outros vestígios encontrados no apartamento não sustenta a hipótese de um evento suicida.
A perícia também identificou elementos que indicam a intervenção de uma segunda pessoa na morte da policial. Segundo o documento, essa hipótese permanece compatível com o conjunto de evidências analisadas e não foi encontrado material que a contradissesse.
A conclusão reforça a linha investigativa de que Gisele foi assassinada.
Tenente-coronel é réu por feminicídio
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, então companheiro de Gisele, é réu por feminicídio relacionado à morte da policial, ocorrida em fevereiro deste ano.
Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no dia 18 de fevereiro.
Geraldo estava no imóvel no momento do ocorrido. Ele acionou o socorro e comunicou às autoridades que se tratava de um suicídio.
Posteriormente, o registro do caso foi alterado para morte suspeita, e a investigação passou a considerar outras possibilidades para explicar as circunstâncias da morte.
Família contestou versão desde o início
Desde os primeiros momentos da investigação, a família de Gisele contestou a hipótese de suicídio e questionou as circunstâncias apresentadas inicialmente.
Agora, o laudo complementar da perícia reforça a conclusão de que os vestígios encontrados no local são incompatíveis com a versão de que a policial teria cometido suicídio.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica da morte e determinar as responsabilidades pelo crime.





