Licença permite novas perfurações em águas ultraprofundas do Amapá; Petrobras terá 30 dias para apresentar cronograma atualizado e deverá cumprir exigências ambientais.
Ibama libera novas perfurações
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a realizar a perfuração de mais três poços exploratórios na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas na costa do Amapá.
A autorização representa um novo avanço na estratégia da Petrobras para avaliar o potencial petrolífero da região, considerada ambientalmente sensível por estar localizada na costa amazônica.
As novas perfurações são importantes para determinar se a descoberta de petróleo feita recentemente pela empresa na área apresenta condições de exploração comercial.
Descoberta é vista como estratégica
A possibilidade de encontrar reservas de petróleo na Margem Equatorial vem sendo tratada como estratégica para a Petrobras, que busca ampliar e recompor suas reservas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a descoberta anunciada no mês passado. Dias depois, ele esteve no Amapá e classificou o petróleo encontrado na região como um “passaporte para o futuro deste país”.
A exploração, porém, também provoca discussões dentro do governo federal devido aos possíveis impactos ambientais.
Petrobras terá novas exigências
A decisão do Ibama foi assinada na quinta-feira (3) pelo diretor-geral da agência, Jair Schmitt.
Entre as condições estabelecidas está a obrigação de a Petrobras apresentar um cronograma de perfuração atualizado no prazo de 30 dias após receber a licença.
O documento também determina a atualização da análise de riscos ambientais relacionada ao projeto. O cumprimento das exigências será necessário para a manutenção da autorização.
Margem Equatorial é considerada área promissora
A região onde estão os poços apresenta características geológicas semelhantes às encontradas em áreas da Guiana, país vizinho onde a ExxonMobil desenvolve grandes campos de petróleo.
A Margem Equatorial brasileira é considerada pela Petrobras uma das principais fronteiras para novas descobertas de petróleo.
Caso os resultados das perfurações confirmem a viabilidade comercial da descoberta, a produção poderá começar dentro de aproximadamente sete anos, segundo uma estimativa apresentada anteriormente pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Exploração gera preocupação ambiental
O avanço da atividade petrolífera na região também é acompanhado com preocupação por setores ambientais e povos indígenas.
No início deste ano, houve um vazamento de fluido durante a perfuração do primeiro poço. O episódio aumentou os questionamentos sobre os possíveis impactos de uma expansão da exploração de petróleo em uma área próxima à Amazônia.
A discussão envolve, de um lado, o potencial econômico e energético da Margem Equatorial e, de outro, os cuidados necessários para evitar impactos ambientais em uma região considerada de grande importância ecológica.





