MPPR denuncia advogado de Ponta Grossa por estupro e importunação sexual
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MPPR denuncia advogado de Ponta Grossa por estupro e importunação sexual

09/09/2026 | 08:45 Por Redacao

Acusado também responde por fornecimento de bebida alcoólica a adolescente; denúncia relata violência física e sexual contra duas jovens

O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia criminal contra um advogado de Ponta Grossa, acusado de estupro qualificado, importunação sexual e fornecimento de bebida alcoólica a adolescente. O caso envolve duas jovens, sendo uma delas menor de idade.

Segundo a denúncia, os fatos teriam ocorrido na noite de 27 de junho de 2025, depois que o acusado convidou as duas jovens para sair. Conforme o relato apresentado no processo, o advogado teria ingerido bebida alcoólica e, sem o consentimento das vítimas, tentado manter contato de natureza sexual.

Acusação envolve violência contra adolescente

De acordo com a denúncia, a adolescente teria sido agarrada e beijada à força, além de ter sido imobilizada e tocada em diferentes partes íntimas do corpo contra a própria vontade.

Ainda conforme a acusação, o denunciado teria segurado o pescoço da adolescente para conduzir a cabeça dela até seu órgão genital, que estaria com o zíper da calça aberto, enquanto proferia palavras de cunho sexual.

O processo também aponta a existência de lesões corporais. Segundo dois laudos periciais mencionados na denúncia, a adolescente teria apresentado equimoses na região cervical lateral esquerda, no pescoço, com 4 centímetros, e na região dorsal, nas costas, com 5 centímetros. Um dos laudos teria sido elaborado por médico perito do Instituto Médico-Legal (IML).

O advogado também foi denunciado pelo crime de fornecimento de bebida alcoólica a adolescente.

Segunda jovem teria sido vítima de importunação sexual

Em relação à segunda vítima, que é maior de idade, o Ministério Público atribui ao advogado o crime de importunação sexual.

A acusação afirma que ele teria passado a mão nas pernas da jovem contra a vontade expressa dela e tentado beijá-la sem consentimento.

Justiça determina medidas cautelares

Diante dos fatos apresentados no processo, a Justiça determinou medidas cautelares contra o advogado.

Ele está proibido de se aproximar das vítimas, devendo manter uma distância mínima de 200 metros. Também não pode estabelecer qualquer tipo de contato com as jovens, seja pessoalmente, por telefone, mensagens, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação.

Conforme consta no processo, o descumprimento das determinações judiciais poderá resultar na decretação da prisão preventiva.

Defesa das vítimas se manifesta

O advogado Fernando Madureira, que representa as vítimas, afirmou que a sociedade não deve normalizar, relativizar ou minimizar acusações dessa natureza, especialmente diante da violência física e sexual descrita nos autos.

Madureira declarou esperar que, caso haja condenação, seja aplicada pena de reclusão superior a 12 anos, que, segundo ele, seria compatível com a gravidade dos fatos descritos na denúncia.

O advogado também afirmou que a profissão exige padrões elevados de dignidade, respeito, urbanidade e comportamento ético. Segundo ele, a prática de violência sexual seria incompatível com a dignidade e o decoro exigidos da advocacia.

Ainda de acordo com Madureira, será encaminhada representação à OAB para que o acusado seja responsabilizado por eventual infração ética e disciplinar e afastado dos quadros da entidade.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça. O denunciado é considerado inocente até eventual condenação definitiva.