Recém-nascida estava internada há 17 dias no Hospital de Clínicas e não resistiu à evolução do quadro infeccioso.
Bebê não resiste após 17 dias no hospital
A recém-nascida encontrada abandonada dentro de uma sacola no quintal de uma residência em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, morreu nesta sexta-feira (11). A criança estava internada há 17 dias no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR).
O hospital informou que a bebê desenvolveu um quadro grave de infecção generalizada e não resistiu. A morte aconteceu no fim da manhã.
Desde que chegou à unidade hospitalar, a menina permaneceu sob cuidados da UTI Neonatal e recebeu acompanhamento de diferentes equipes médicas.
Recém-nascida foi achada durante a madrugada
O caso aconteceu em 24 de agosto, quando uma moradora de Guarituba ouviu um barulho no quintal de casa.
A princípio, ela imaginou que pudesse ser um dos gatos da família. Ao sair para verificar o que estava acontecendo, encontrou uma sacola no local.
Quando abriu o objeto, percebeu que havia uma recém-nascida dentro.
A moradora acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que realizou os primeiros atendimentos. Em seguida, a criança foi levada para o Hospital de Clínicas, em Curitiba.
Criança chegou em estado grave
De acordo com informações do HC-UFPR, a bebê apresentava hipotermia grave quando deu entrada no hospital. Ela também tinha lesões e duas fraturas.
A equipe médica iniciou o tratamento com antibióticos logo após a internação. Mesmo com os cuidados intensivos, entretanto, a infecção evoluiu de maneira grave e acabou comprometendo o estado clínico da criança.
Após mais de duas semanas de tratamento, a bebê não resistiu.
Defesa da adolescente lamenta morte
A defesa da adolescente apontada como responsável pelo abandono da criança afirmou ter recebido com profundo pesar a notícia da morte.
Os advogados não deram detalhes sobre o caso porque a investigação envolve uma adolescente e tramita sob segredo de Justiça.
Em manifestação, a defesa pediu que a situação seja tratada com sensibilidade e que sejam preservadas a intimidade e a dignidade das pessoas envolvidas.
As circunstâncias do abandono seguem sob investigação.





